O Paraná Clube patina na Série B. Depois de disputar a liderança nas primeiras dez rodadas, a equipe já está há sete jogos sem vencer. Caiu da ponta para a sétima posição, oito pontos atrás da líder Chapecoense. A essa altura, é natural a torcida pedir a cabeça do treinador. O problema é quando os dirigentes cedem à pressão externa para se eximir da culpa pela fase ruim.

O técnico Allan Aal está tirando leite de pedra do Tricolor. Ele não pode ser vítima do próprio trabalho após um início surpreendente. Ninguém esperava o time paranista liderando a Série B, ainda mais depois do que vimos no Estadual.

Mas a demissão nesses casos é comum. Um time mediano e bem treinado tem boa largada e depois que a realidade bate à porta o técnico é demitido. O caso mais recente foi o de Ramon Menezes no Vasco. 

O Tricolor não tem um elenco forte, longe disso. A diretoria também não prometeu chegar na Segundona atropelando. Pelo contrário. O Paraná no meio da tabela e, quem sabe, beliscando uma vaguinha no G4 é o mais condizente com o projeto do clube em 2020.

Aproveitamento atual do Paraná é condizente com qualidade do time, o anterior não

Neste momento, o Tricolor tem 49% de aproveitamento dos pontos, o que condiz mais com a realidade do que os 66% contabilizados após a 10ª rodada. O problema é que a equié fez o torcedor acreditar. 

Vamos aos fatos. O Paraná é uma equipe organizada para o padrão da competição, que é nivelada por baixo. Aguentar 90 minutos de uma peleja da Segundona é um sacrifício. Até os comentaristas reclamam nas transmissões do nível das partidas.

O elenco não é dos piores, mas é simplório. Barato. Há equipes mais sofisticadas fazendo pior. O melhor é o meia Renan Bressan, que era reserva do Cuiabá no ano passado. O zagueiro Fabrício é outro destaque, mas desde que se lesionou, a zaga não manteve o nível.

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Já os reforços são atletas simples, sem traquejo. No empate com o Cuiabá, que era líder antes da rodada, o Paraná jogou bem, mesmo sem Bressan e Fabrício. 

O principal problema do Tricolor é o mesmo da maioria dos clubes das Série B: propor o jogo. É perceptível que ali existe uma equipe treinada. É só ver a troca de passes, movimentação e posicionamento. Mas a definição não depende de Allan. Ele não entra em campo.

Então, fica a questão: se trocar Aal, vai trazer quem? Algum treinador, que chegue na metade da competição, fará melhor? Com este elenco, é difícil imaginar algo diferente.

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