Depois da derrota por 2×1 para o Juventude, no último sábado (27), o Paraná Clube deixa a Série B do Campeonato Brasileiro de lado para focar no duelo com o Atlético-MG, quarta-feira (31), às 21h45, pela volta das oitavas de final da Copa do Brasil. Jogo que será decisivo para os cofres do clube e também para voltar aos bons momentos do passado. Um combo perfeito para a ‘decisão’.

Após eliminar São Bento-SP, Bahia, ASA e Vitória, o Tricolor já recebeu R$ 3,4 milhões na competição, mas pode receber mais R$ 1.050 milhão caso avance as quartas de final, totalizando um lucro de R$ 4,6 milhão pela boa campanha. Para ter uma noção comparativa com os valores do clube, o Paraná já recebeu mais na Copa do Brasil do que pretendia com o patrocínio da Caixa Econômica Federal, R$ 2,8 milhões no ano. Ficando entre os oito finalistas do torneio, o valor obtido chegará perto das cotas de TV da Série B, que é R$ 5,2 milhões.

A necessidade de ganhar esse bônus ganhou força com a recente anulação (duas vezes) do leilão da sede social do Boqueirão. O dinheiro desse arremate é considerado primordial para o clube deixar a casa em ordem no restante da temporada. Uma nova tentativa de vender o imóvel será no dia 1º de junho.

Além do aspecto monetário, o time paranista também luta para alcançar uma marca que ficou no passado. A equipe não chega nas quartas de final desde 2002, quando foi eliminado pelo Corinthians, após derrota por 3×1 no Pacaembu e vitória por 1×0 no Couto Pereira. Antes disso, o Paraná também chegou entre os oito melhores do torneio em 1995, quando perdeu para o mesmo Corinthians, e em 1998, quando foi eliminado pelo Santos.