O hospital de campanha para pacientes com coronavírus do Estádio do Pacaembu, em São Paulo, começa a funcionar nesta quarta-feira (1/4). A iniciativa é uma parceria da prefeitura da cidade com o governo do estado.

A estrutura contará com 200 leitos, sendo 192 de baixa complexidade e oito semi-intensivos, com respiradores. O objetivo é atender pacientes com Covid-19 que não apresentem alto risco, liberando leitos de UTI em outros hospitais para pacientes em estado grave. A iniciativa paulista se repete em outros estados.

Em Fortaleza, a prefeitura da cidade iniciou as obras para construção de um hospital de campanha no estádio Presidente Vargas, com capacidade para 204 leitos para atendimento de pacientes com coronavírus.

O espaço contará com 3,5 mil metros quadrados de área climatizada com base em concreto, estrutura metálica e lonas com divisórias para separar os pacientes. A previsão de término é 20 de abril.

Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza. Foto: Divulgação/Prefeitura de Fortaleza

Em Boa Vista, Roraima, o estádio Canarinho também foi transformado em hospital durante a pandemia de coronavírus. O espaço recebeu 120 leitos do Hospital Geral de Roraima, o principal do estado.

O estádio servirá para o atendimento de pacientes estáveis em diversas especialidades, como clínica geral, ortopedia e neurologia, enquanto o Hospital Geral de Roraima atenderá apenas casos suspeitos da covid-19.

Estádio Canarinho, em Roraima, também receberá leitos. Foto: Secom/RR

No Rio de Janeiro, um hospital de campanha começou a ser construído no complexo do Maracanã na manhã desta terça-feira (31). Os leitos para os pacientes de coronavírus serão construídos no espaço onde ficava o estádio de atletismo Célio de Barros. O projeto prevê 400 leitos e finalização em 15 dias.

Complexo do Maracanã também terá hospital adaptado. Foto: Albari Rosa/Arquivo/Gazeta do Povo

Em Brasília, o estádio Mané Garrincha vai ser transformado em um centro de triagem e hospital de campanha durante a pandemia de coronavírus. A praça esportiva foi construída para a Copa do Mundo de 2014 e custou R$ 1,5 bilhão, a mais cara do país.

O local deve receber 200 leitos e ficar pronto dentro de duas semanas. Até a última segunda-feira (30), o Distrito Federal tinha 301 casos de infecção confirmados, sendo 195 leves, 18 graves e 13 críticos.

Mais caro da Copa de 2014, Mané Garrincha será adaptado para virar hospita. Foto: Albari Rosa/Arquivo/Gazeta do Povo

À disposição

Além dos citados, outros clubes do país já deixaram seus estádios à disposição dos órgãos públicos durante a pandemia de coronavírus. Em Porto Alegre, Grêmio e Inter ofertaram suas praças esportivas. Em Curitiba, Athletico, Coritiba e Paraná fizeram o mesmo.

O Furacão colocou a Arena e o CT do Caju a serviço do governo do Estado e da prefeitura de Curitiba. No entanto, o prefeito Rafael Greca descartou utilizar o estádio, enquanto clube e governo conversam sobre o tema.

Já a Vila Capanema foi consultada para virar centro de atendimento para que moradores de rua possam se higienizar.

Em Minas Gerais, o Mineirão também está à disposição. Já o Corinthians abrirá seu estádio para campanhas de doação de sangue.

Mundo

A iniciativa ocorre em outros lugares do mundo. No Reino Unido, o Estádio do Milênio, estádio nacional de País de Gales, terá 200 leitos construídos para ajudar no combate ao coronavírus.

Foto: Divulgação

Estádio mais tradicional da Inglaterra, o Wembley, em Londres, também foi colocado à disposição dos órgãos de saúde durante a pandemia de coronavírus.

Foto: Divulgação

Na Argentina, Boca Juniors e River Plate também deixaram a Bombonera e o Momumental de Nuñez, respectivamente, à disposição das autoridades caso haja necessidade de transformá-los em hospitais de campanha.