O Paraná Clube entra na semana dos seus 25 anos (que serão completados na sexta) planejando o futuro. Depois de uma semana muito movimentada, é hora de colocar a casa em ordem e pensar como será 2015 – um ano complicado, com recursos escassos e com grandes desafios. O Tricolor terá o Campeonato Paranaense, a Copa do Brasil e uma Série B com Botafogo, Vitória e Bahia como adversários, além de Náutico, Santa Cruz, Ceará e Criciúma.

Ao menos essa semana se inicia com mais certezas. Após a negativa de Ricardinho, Luciano Gusso terá enfim sua oportunidade. A diretoria vê nele a pessoa ideal para liderar esse momento de reconstrução do elenco, observando com ainda mais carinho as divisões de base. Isto porque Gusso comandou o time júnior paranista e participou da formação de jogadores que certamente iniciarão a temporada como titulares, como o zagueiro Alisson, o lateral-esquerdo Yan, o volante Marcos Serrato e o atacante Carlinhos.

No comando do clube, o braço direito de Rubens Bohlen passou a ser Aldo Coser, o novo vice-presidente de futebol. Ao lado dele, permanece o executivo Marcus Vinícius. Ele foi considerado decisivo (ao lado de Ricardinho) nesse momento final de temporada por conseguir manter o grupo focado e evitar o vazamento de mais atrasos salariais. Quando preciso, o executivo fez cobranças públicas, mas na maior parte do tempo fez um trabalho de “economia interna”.

Bohlen, Coser, Marcus Vinícius e Gusso vão ter bastante trabalho a partir de hoje. São 45 dias para o início do Paranaense (no dia 31 de janeiro, contra o Prudentópolis, na Vila Capanema) e o desafio é montar um grupo qualificado sem o poder de investimento que times que disputam a Série B têm. Um exemplo da dificuldade do Paraná: Auremir estava fora do mercado, jogou três partidas como titular e o Tricolor não conseguiu mantê-lo para 2015. O lateral foi para o Ituano, que paga salários melhores neste primeiro trimestre por conta da relevância do campeonato paulista.

O sonho paranista é conseguir sustentar uma base com Marcos, Cleiton, Alisson, Edson Sitta, Lúcio Flávio e Adaílton. O camisa 10 é no momento a grande interrogação – quer ficar mas espera que o clube tenha o mínimo de organização para que a temporada corra sem sustos. Caberá ao novo quarteto que lidera o Tricolor demonstrar poder de convencimento para executar o planejamento para 2015.