Teve foguetório na noite de quarta-feira (12) em Curitiba. A torcida do Athletico fez a festa com a eliminação vexatória do Coritiba na Copa do Brasil e com a saída dramática do Corinthians na Copa Libertadores. A tiração de sarro com o rival é natural, é do futebol. Mas os desavisados poderiam ficar sem entender por que os rubro-negros festejaram como uma vitória o fracasso do Timão – quer dizer, neste caso o fracasso do técnico Tiago Nunes.

Começo com o básico: o torcedor pode torcer, secar, vibrar a favor ou contra. Se não houver desrespeito, agressividade e violência, tá tudo liberado.

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O que me surpreendeu, confesso, foi o foguetório. Tinha certeza que nas redes sociais os atleticanos iriam comemorar a eliminação do Corinthians e a frustração de Tiago Nunes. Mas a festa saiu da bolha – o que mostra que a mágoa com o ex-treinador é maior do que se imagina.

Não é que o torcedor tenha ficado chateado apenas com a saída de Tiago para o Corinthians. Desde aquela entrevista às vésperas da final da Copa do Brasil havia a sensação de que o treinador já olhava seu futuro longe do Athletico. Mas a mudança rápida de posicionamento, de garantir que ficaria no clube para anunciar a saída, é que pegou a galera.

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Tiago Nunes não fez nada?

E aí se chega em alguns momentos ao extremo de desmerecer o que Tiago Nunes fez. Claro que tá no preço, mas é preciso sempre ressaltar a importância do hoje treinador do Corinthians na mudança de patamar do Furacão. Com exceção de Rony e Márcio Azevedo, o elenco que estava na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro com Fernando Diniz foi o mesmo que conquistou a Copa Sul-Americana de 2018.

Mas, repito, tá no preço. A torcida não gostou da forma que Tiago Nunes saiu, vai secar o Corinthians no que puder e a recepção ao treinador no primeiro confronto entre os clubes na Arena da Baixada será daquelas.

O que não pode é a diretoria do Athletico, através de seus canais oficiais, ficar ironizando e provocando um ex-funcionário – por mais que a repercussão entre os torcedores tenha sido de amplo apoio. A mágoa de Mário Celso Petraglia com Tiago Nunes não pode virar política de clube. Há muito mais com o que a diretoria precisa se preocupar. Que se tenha a mesma velocidade de reação e vontade para contratar os reforços que Dorival Júnior precisa.

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