Um clube com ambiente tranquilo, projetando a próxima temporada e querendo acelerar o processo de reformulação do elenco. Essa frase não se aplicaria ao Coritiba na segunda-feira da semana passada (26), mas nesta segunda (3) pode ser usada tranquilamente. Com a crise institucional resolvida, a diretoria alviverde passou os últimos dias em trabalho incessante para remontar o grupo com o mesmo objetivo de 2018 – voltar para a primeira divisão do futebol brasileiro.

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Se isso fosse falado nas semanas passadas, ninguém acreditaria. O presidente Samir Namur estava ameaçado por um pedido de impeachment, nomes fortes da oposição se uniam para criar uma chapa de consenso e a sensação era de que o Coxa viveria uma longa e imprevisível crise institucional. Mas a articulação da diretoria dentro do Conselho Deliberativo arquivou o pedido de Assembleia Geral, acabando com o risco de perda de cargo do G5, que comanda o clube.

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No meio da crise, o executivo de futebol Rodrigo Pastana dizia não se preocupar com os problemas internos do clube. Agora, com calmaria, o novo homem-forte alviverde está debruçado sobre nomes para reforçar o time – e também a comissão técnica. O desafio é refazer um grupo que foi muito questionado em 2018, e por conta disso será bastante modificado.

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O que se pode cravar é que Wilson, ídolo maior do Coxa, e a garotada (Thalisson Kelven, Romércio, Vitor Carvalho, Julio Rusch, Matheus Bueno, Kady, Yan Sasse e Guilherme Parede) vão permanecer. Sem contar a meninada que alternou entre o time principal e o de aspirantes durante a temporada. Alguns jogadores que foram bastante criticados, como Abner e Pablo, têm chances razoáveis de ficar.

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E é por isso que o Coritiba precisará ir – e muito – ao mercado. Na mira, jogadores como Alan Mineiro, do Vila Nova, já com experiência de Série B e que podem chegar para jogar. Até pela queda no orçamento, o plano é investir pouco, mas investir certo. É a razão para que, mesmo com pressa, a diretoria ainda não tenha feito nenhum anúncio. Não se quer errar. Ou, melhor, não se pode errar. Afinal, internamente as coisas se acertaram no Alto da Glória. Mas a torcida ainda está ressabiada depois de tudo que viu em 2018.

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