Quando Rildo entrou em campo na partida de sábado (27) entre Coritiba e Vitória, havia ainda muita dúvida. Afinal, era o primeiro jogo do atacante desde 11 de março. Ele foi uma das principais contratações do Coxa para a temporada, mas sofrera com lesões desde que chegou ao clube, e ainda sofrera uma fratura na mandíbula durante um treino no CT da Graciosa. Teve que ser operado e tudo. Por isso, ninguém imaginava qual seria seu rendimento. Mas bastou um toque para que toda a dúvida dissipasse.

“Apesar do meu pouco tempo de Coritiba, eu já havia percebido algumas vezes o Tiago nos treinamentos batendo essa bola por baixo. Hoje (sábado) tive a felicidade de entrar e fazer o gol”, contou Rildo, explicando como fez o gol de letra que definiu a vitória em Salvador. O primeiro triunfo longe de casa, logo na terceira rodada do Campeonato Brasileiro, não veio no acaso ou apenas por conta da individualidade de Rildo (já voltamos a ele). Mas principalmente pela postura alviverde desde o início do jogo.

Se no primeiro tempo não deu muito certo, depois funcionou muito bem. E o Coritiba bombardeou o goleiro Fernando Miguel. Em um lance, foram três chances incríveis – Henrique Almeida tentou, Paulinho tirou em cima da linha; William Matheus mandou uma bomba à queima-roupa, o goleiro defendeu; e Henrique tentou de novo, e o goleiro salvou mais uma vez. Naquele momento, muita gente achou que o drama do jogo contra o Santos poderia se repetir.

Mas o jogo de sábado tinha duas diferenças fundamentais em comparação ao jogo da semana anterior. A primeira era a postura perfeita da defesa do Coxa. Se houve desatenção diante do Peixe, contra o Leão baiano isso não aconteceu. Márcio teve uma atuação muito boa, Werley e Dodô foram firmes na marcação e William Matheus foi o melhor jogador em campo. Assim, mesmo contra um adversário que chegou a ter quatro atacantes, o Cori não correu muitos riscos e Wilson não fez nenhuma defesa difícil.

A segunda diferença era justamente Rildo. A sequência de lesões afeta o atacante desde os tempos de Corinthians, último clube antes de ele defender o Coritiba. Para ele, o gol representa uma redenção para todo esse período complicado. “Tenho passado por dias difíceis nesses últimos dois anos, mas graças a Deus me recuperei e hoje consegui ajudar o time. O importante foi ajudar o Coritiba, acima de tudo”, desabafou o autor do gol de letra. E da vitória.