A chapa Coritiba Ideal oficializou, nesta sexta-feira (6), sua candidatura à presidência do clube. E o líder do grupo, o consultor em previdência Renato Follador, não economizou palavras para elogiar os membros que formarão o Conselho Administrativo (G5) em caso de vitória no pleito marcado para 12 de dezembro.

“Eu duvido, é só ler os currículos, que exista no Brasil um grupo com tamanhas habilidades, competência e história para administrar um time de futebol”, afirmou Follador em coletiva de imprensa, posicionado entre os empresários Juarez Moraes e Silva e Marcelo Almeida, respectivamente 1º e 2º vice-presidentes da chapa.

Também compunham a mesa o empresário Glenn Stenger e o dentista Osiris Klamas, completando o G5, além do ex-presidente Vilson Ribeiro de Andrade – o sexto elemento do grupo que pretende comandar o Coritiba entre 2021 e 2023.

“A torcida deveria se sentir orgulhosa de ter a gente emprestando nosso tempo, conhecimento, valores e capacidade para o clube… Mas sem querer ser prepotente, melhor do que ninguém”, completou Follador.

Disputa na eleição e cutucadas

No pleito, a Coritiba Ideal vai enfrentar as chapas União Coxa, do médico João Carlos Vialle, e também o atual presidente, Samir Namur, único que ainda não registrou a candidatura – o prazo termina em 12 de novembro.

Apesar da existirem duas vias para concorrer contra a situação, Follador utilizou a bandeira de que é a única oposição verdadeira.

“Nós somos a única oposição. A oposição que não aceitou fazer união porque não concordamos com a metodologia de trabalho, com a incompetência, com o amadorismo e forma como Coritiba é gerido”, declarou.

O candidato, aliás, bateu muito na gestão comandada por Samir, a quem acusou de incompetência. Seu foco principal foi o ex-diretor de futebol, Rodrigo Pastana.

“O último diretor de futebol contratou 56 jogadores e acertou em cinco”, disparou “Como uma pessoa com 90% de erro em contratação foi mantida no clube todo esse tempo?”, questionou.

Propostas para o futuro

Com frases de impacto, Follador explicou como pretende gerir o Coxa. Falou muito em profissionalismo e gestão, mas admitiu que o futebol é uma incógnita para o início de trabalho, em 17 de dezembro.

O time briga para não ser rebaixado no Brasileirão e contratou um novo técnico, Rodrigo Santana, há menos de uma semana.

“Talvez daqui a cinco rodadas a gente pegue o Coritiba em uma zona de Sul-Americana. É óbvio que não vamos ser idiotas de mudar o que está dando certo, até porque conhecemos de futebol. O que eu diria é para que mostrem trabalho até 17 de dezembro porque no futebol não vai ser terra arrasada”, disse ele, que foi atleta profissional na década de 1970.

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“Mas pode ser que o time continue com a performance do primeiro turno. Óbvio que vamos ter de mexer em alguma coisa para mudar. Vai depender muito de como encontrarmos o Coritiba”, avaliou o candidato, que foi enfático ao discutir o tipo de técnico que consideraria contratar, caso seja necessário mudar imediatamente.

“Não pode trazer treinador pequeno para um clube do tamanho do Coritiba”, fechou.

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