Apesar da goleada por 4×1 sobre o Bahia, que colocou o Atlético no G6 do Campeonato Brasileiro, nem tudo foi festa na Arena da Baixada no último domingo (13). Membros da torcida organizada Os Fanáticos foram vestidos de cinza e, no decorrer do jogo, acabaram protestando escrevendo com um plástico preto as iniciais TOF (Torcida Os Fanáticos) em um espaço vazio nas arquibancadas.

Uma briga entre organizada e clube que não é de hoje, mas que cada vez ganha um capítulo novo. Depois da invasão de membros da Os Fanáticos em outro setor da Arena, na derrota do Furacão por 3×2 para o Grêmio, no dia 27 de julho, a diretoria resolveu proibir novamente materiais alusivos às organizadas no estádio.

A atitude acabou gerando um novo conflito. Na goleada por 4×1 sobre o Avaí, no último dia 3, muitos torcedores da Os Fanáticos acabaram não indo ao estádio. Contra o Bahia, em forma de protesto, a maioria foi vestido de cinza, alegando que foi criado um clima hostil com eles. Em resposta, o Rubro-Negro alegou que a organizada está se fazendo de vítima e que “surpreende a falta de coerência, bom senso e honestidade”.

“Afirmar que o Clube montou um clima hostil e difamou a torcida com falsas ameaças de invasão chegaria a ser irônico, se não fosse cômico, já que a invasão e a violência contra os seguranças e o patrimônio foi exatamente a conduta da “tof” na entrada da partida contra o Grêmio e que gerou a punição agora estabelecida”, diz parte da nota oficial atleticana.

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Em campo, o Atlético chegou a ser cobrado pelos torcedores presentes, mas pelo futebol abaixo do esperado apresentado no primeiro tempo, que terminou empatado em 1×1. Depois que a goleada foi construída, o incentivo voltou ao Furacão.

“Jogar em um time como o Atlético é normal a cobrança. Eu até gosto. Acaba exigindo mais, você tem que estar sempre no seu melhor. Desde que seja uma pressão que não parta para a violência, agressões, não tem problema. O grupo tira de letra, sabemos como são importantes os torcedores para nós”, afirmou o meia Nikão.