Após o empate em 0x0 do Atlético com o Santa Cruz, o técnico Paulo Autuori mais uma vez reclamou da desorganização do futebol paranaense e brasileiro. E o treinador do Furacão utilizou uma matéria da Tribuna para demonstrar toda sua insatisfação. Logo no começo da entrevista coletiva em Recife, o comandante atleticano pegou o celular e mostrou a reportagem sobre o julgamento do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que pode melar o Paranaense para criticar a forma como os dirigentes cuidam do futebol local.

“O que me preocupa é isso. Eu que estou errado? É o que eu falei em relação à competição. As pessoas tem que ter humildade em reconhecer o que é bom e o que não é. Eu falei que no ano passado foi muito melhor que esse ano. Ao invés de melhorar, você decresce”, disparou Autuori, que viu o Campeonato Paranaense cair de qualidade em relação ao ano passado.

“Essa manchete que eu mostrei aqui, eu não sei se eu choro ou se eu rio. Porque é um absurdo você terminar uma competição, o Coritiba ganha essa competição e pode não valer nada, porque pode acontecer isso. O Campeonato Paranaense ao invés de melhorar, piorou. E é evolução isso? E quem é o chato é o que fala”, completou ele.

Matéria da Tribuna foi destacada em entrevista coletiva. Foto: Reprodução/TV CAP
Matéria da Tribuna foi destacada em entrevista coletiva. Foto: Reprodução/TV CAP

O técnico também se revoltou com as condições precárias que o Atlético encontrou no Arruda, como banheiros entupidos e falta de papel higiênico, e mais uma vez cutucou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

“A CBF se gaba de padronizar os gramados dos estádios, mas não se preocupa com a higiene dos vestiários. É fácil falar de democracia, colocar times da Série B e federações para votar, mas tem que ter uma rigorosa verificação dos estádios, que permitem colocar os profissionais de futebol em condições mínimas para trabalhar. Para chegar no campo, um túnel alagado, banheiro transbordando, sem papel, e isso não ocorre só aqui. Esses senhores da CBF deveriam percorrer os campos e ver aquilo que fazem, e não ficarem confortáveis em seus escritórios, ou não poderem sair do país senão são presos”, afirmou.