Da noite para o dia o Atlético mudou todo o seu planejamento para 2018. Se até então era certo que Seedorf seria o manager do Furacão, trabalhando no campo e nos bastidores, agora a realidade é outra. A função não existirá mais no clube, que escolheu Fernando Diniz para comandar a equipe.

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A revolução nas ideias partiu exclusivamente do presidente do Conselho Deliberativo do Rubro-Negro, Mario Celso Petraglia. O dirigente se irritou com a enrolação do holandês, que esteve no CT do Caju no dia 14 de dezembro e foi embora com o contrato na mão. No final do ano, o ex-meia era dado como certo no clube, faltando apenas o velho ‘só falta assinar’. E foi isso que acabou não acontecendo.

Embora o prazo para Seedorf responder o Furacão fosse hoje, sem qualquer tipo de novidade Petraglia cansou de esperar e já estudava outras opções. Na noite de segunda-feira mesmo entrou em contato com Fernando Diniz, que estava no Guarani há menos de um mês, mas no início de dezembro visitou o CT do Caju. Ele era um dos nomes que o Atlético estudou para iniciar 2018, até se chegar a Seedorf.

Na conversa, o mandatário atleticano exigiu uma resposta rápida, uma vez que já queria ter um novo treinador hoje, quando o elenco se apresenta para iniciar a pré-temporada. Tentado pelo projeto e por poder trabalhar na Série A, o treinador aceitou o convite e na tarde de ontem comunicou a diretoria do Bugre, que estava se preparando para viajar para Jaguariúna, onde vai seguir a pré-temporada.

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“O Guarani foi pego de surpresa, respeitamos a decisão e já estamos nos reunindo para buscar uma melhor solução técnica”, afirmou o presidente Palmeron Mendes Filho, ao site oficial do time.

Fernando Diniz desembarca hoje em Curitiba para assinar o contrato. Na teoria, ele vem com menos poderes para o Atlético. Seedorf teria ligação direta na busca por reforços, busca no mercado e interação com a diretoria. O novo técnico fará apenas o papel dentro de campo, mas também será responsável pela integração da base, algo que o Furacão vem batendo na tecla há anos. Em outras palavras, o novo comandante atleticano acompanhará de perto as revelações do clube e as utilizará no futebol profissional.

Mudança geral

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Porém, a mudança no planejamento não acontece só no comando técnico. Com a nova metodologia para o futebol, Marcelo Sant’Ana também foi descartado. O ex-presidente do Bahia seria uma espécie de CEO rubro-negro. O próprio dirigente já via como certa a negociação, após longas conversas com Petraglia. Só não esperava a indecisão de Seedorf. Os dois faziam parte de um mesmo projeto, e sem o holandês, o segundo acabou sendo descartado também.

Com isso, Petraglia voltar a ser o homem-forte do futebol atleticano. Pelo menos em um primeiro momento, o dirigente irá acumular a função, que já vinha exercendo desde o mês passado. Foi ele o responsável pelas contratações do atacante Bergson e do meia Raphael Veiga, os únicos reforços confirmados pelo clube até o momento para 2018, além de conduzir diretamente a busca por um novo técnico, inclusive com a mudança drástica na forma de conduzir o planejamento do futebol.

Economia

Alterações que fazem o Rubro-Negro também economizar. Seedorf viria com um salário de nível internacional, além de ter um CEO que também não seria barato. Agora, os gastos serão apenas com o treinador, que ainda busca uma ascensão na carreira e vê no Atlético a oportunidade de crescer profissionalmente. Até aqui, o técnico de 43 anos teve como grandes trabalhos o vice-campeonato paulista pelo Audax, em 2016, e uma rápida passagem pelo Paraná Clube, na Série B de 2015. Para tirar o profissional do Bugre, o Furacão pagará uma multa de R$ 30 mil, equivalente a um mês do salário dele no time de Campinas.