Jogadores e comissão técnica do Atlético chegaram ontem em São Luís, no Maranhão, sem saber contra quem vão jogar na Copa do Brasil. Na teoria, amanhã o Furacão enfrenta o Sampaio Corrêa-MA, equipe que ganhou repercussão nacional pela 3.ª posição da Copa Conmebol 1998. Mas na prática o que prevaleceu foi a dificuldade na hora de obter informações dos adversários.

Na intenção de saber como joga o time também conhecido como Bolívia Querida, a direção técnica atleticana precisou se desdobrar para poder apresentar um relatório do adversário ao treinador Leandro Niehues.

Uma semana antes do jogo, restou ao Atlético a alternativa de enviar um funcionário até o Maranhão. Jogos foram filmados, treinamentos assistidos e informações foram coletadas pelo ‘espião’ da Baixada.

Já que o Furacão pediu anonimato sobre a identidade de seu detetive, “para evitar represálias por parte de outros clubes contra seu funcionário’, coube aos atletas comentar o trabalho do misterioso serviço de inteligência do Rubro-Negro.

“Sempre é bom ter esse tipo de notícias, pois assim sabemos como nos portar, como marcar, como atacar”, disse o atacante Bruno Mineiro, antes mesmo de embarcar para o Maranhão.

Na dúvida sobre como se portar diante dos autodenominados “xarás brasileiros do povo de Evo Morales’, o atacante teve sua opinião completada por Chico. Ele acredita que tais informações devem ajudar a prevenir qualquer imprevisto, a exemplo do que ocorreu contra o Vilhena-RO. “A hora deles aparecer é contra a gente. Como conhecemos pouco a equipe, isso ajuda na hora de manter a atenção no jogo”.

Apesar da surpresa com a presença de um espião atleticano em São Luís, representantes do “Tricolor’ chegam a ser simpáticos com os visitantes ocultos. Ninguém fala em repassar dados ‘de mão beijada’ para o inimigo, mas dizem levar tudo na esportiva.

Diretor administrativo do time maranhense, Batista Oliveira cita que a espionagem pode ser considerada um sinal de respeito com o Sampaio Corrêa. “Acho que faz parte. O Atlético é uma equipe grande e com certeza faria alguma coisa para saber da nossa forma de jogar”.

Na condição de ‘fora do eixo’ e atualmente sem destaque na mídia nacional, o Sampaio Corrêa já chegou a receber a visita de outros espiões. No ano passado o Figueirense-SC também enviou um funcionário para realizar tal missão. Não deu certo e o time da casa venceu por 3 a 2.