O destino do lateral-direito Khellven cabe à risca na lógica de estar no lugar certo, no momento exato. Foi em um jogo-treino contra o Athletico, em 2018, que o atleta, à época com 17 anos, chamou a atenção da comissão técnica do time sub-17 do Furacão. Não demorou para que ele aterrizasse de vez no CT do Caju, onde iniciou a caminhada nas categorias de base, para, em seguida, ser projetado no time de aspirantes do técnico Rafael Guanaes. Foi, certamente, uma das gratas surpresas da temporada até agora.

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Natural de Alexandria, que fica a quase 400 quilômetros de Natal, a capital do Rio Grande do Norte, Khellven cresceu em um munícipio com menos de 15 mil habitantes. De lá, foi jogar bola em Brasília, de onde seguiu para o Projeto Guarani, da cidade de Palhoça, em Santa Catarina. E foi em um clube especializado em selecionar atletas com grande potencial que Khellven encontrou o diretor Sergio Ramirez, velho conhecido do futebol paranaense.

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“De cara, percebemos nele muita habilidade, com um toque refinado de bola. Essas características também foram notadas durante um movimentação no CT do Caju pelo técnico do sub-17 do Athletico, o Rogério Corrêa, que havia sido meu atleta do Joinville. Aí, foi feita a ponte pra ele se transferir”, explicoi Ramirez.

Aí, foi juntar a fome à vontade de comer. Com talento nato, mas se apresentando como uma joia bruta, o lateral-direito encontrou nos domínios rubro-negros um ambiente amplamente favorável para que desenvolvesse o seu potencial de modo célere. “O profissionalismo do Athletico, somado a um bom calendário de disputas nas categorias de base, contribuíram para que ele esteja apresentando muita evolução”, reconheceu Ramirez.

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Até o momento, o lateral disputou 13 jogos oficiais pelo Furacão: cinco pela Copa São Paulo de Futebol Júnior e nove pelo time de aspirantes no Estadual. A estreia no Paranaense foi na goleada por 8×2 em cima do Toledo, na abertura da Taça Dirceu Krüger. Ele conquistou a vaga depois da saída de Reginaldo para o Atlético-GO. De lá pra cá, foi mostrando a que veio e foi premiado com a conquista de seu primeiro título como profissional. Mais do que isso, foi dele o gol que decretou a conquista atleticana, na cobrança de pênaltis.

Para Ramirez, certamente o primeiro de muitos que estão por vir pro garoto que mistura um jeito brincalhão com os pés no chão e muito comprometimento quando entra em campo.

“O grande trunfo do Khellven é a parte ofensiva. Ele tem vocação de apoiador, com muita velocidade e condução rápida da bola, além de saber driblar. Tudo isso, somado ao seu biotipo, é a receita para resultar em um grande lateral”, elogiou o ‘descobridor’ da joia atleticana.

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