Além dos entraves vividos nas últimas semanas por conta da não desconvocação da seleção brasileira, Renan Lodi agora sente o drama de estar com sua transferência do Athletico para o futebol espanhol ‘enrolada’. Isso porque um impasse que envolve altas cifras está tornando o fechamento da venda do jogador para o Atlético de Madrid complicada. Os times não entraram em acordo sobre quem pagará o imposto cobrado na negociação e, com isso, a transação pode não ir adiante.

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Pela transferência do jogador do Brasil para a Espanha é necessário pagar o Imposto sobre a Renda de Não-Residentes (INNR), criado em 2016. A porcentagem exigida pelo fisco espanhol é de 19% sobre a diferença entre o valor dos direitos federativos do jogador à época da aquisição feita pelo Athletico e a quantia paga, agora, pelo time madrilenho.

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Como exemplo dessa conta, se um atleta foi adquirido por um clube espanhol por 100 milhões de euros (ou R$433 milhões), mas antes disso ele tinha sido comprado por esse time brasileiro por 1 milhão (ou R$4,3 milhões) de euros, os 19% são calculados em cima dos 99 milhões na diferença, ou seja, o valor do imposto a ser pago seria de 18,8 milhões de Euros ou R$ 81,4 milhões.

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Como não há na lei especificação de quem deve arcar com essa despesa, os clubes envolvidos na negociação de Lodi precisam entrar em acordo em relação ao valor devido. No que diz respeito às cifras de uma possível negociação do lateral, o imposto poderia chegar a R$ 12 milhões, já que a pedida do Furacão pelo atleta gira em torno dos R$ 86,4 (ou 20 milhões de euros). Além disso, o clube que o adquirir os direitos de Lodi terá que pagar uma multa rescisória de 40 milhões de euros (R$ 173 milhões) , uma vez que o atleta tem contrato com o Furacão até 2022.