Com a paralisação forçada do futebol brasileiro por causa da pandemia de coronavírus, o Athletico tem um tempo que, se bem administrado, pode ajudar o time na sequência da temporada. O Furacão ainda tem a Libertadores, o Campeonato Brasileiro, o Paranaense e a Copa do Brasil no mínimo pela frente.

Veja abaixo o que o Rubro-Negro pode ganhar e perder com essa parada obrigatória

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O camisa 1

Foto: Albari Rosa/Foto Digital/Tribuna do Paraná

Não há dúvidas que um dos maiores ganhos para o Athletico será ficar menos jogos sem o goleiro Santos, que estava em alta, com convocação para a seleção recente, quando se machucou.

Com uma lesão no menisco do joelho direito na metade de fevereiro, a previsão é que ele retornasse aos gramados no dia 8 de abril. Com isso, ficaria de fora de três jogos da Libertadores. Como a competição não retorna antes de maio, se a recuperação correr como era esperado, Santos só terá perdido dois jogos do torneio continental. Sem contar que poderá ser um reforço, caso o Furacão opte por usar o time principal, na reta final do Paranaense.

Reforços

Foto: Fabio Wosniak/Athletico

O Furacão já aproveitou para se reforçar. Essa semana foi anunciada a chegada do zagueiro colombiano Felipe Aguilar, a contratação mais cara da história do futebol paranaense. Porém, a expectativa ainda é da contratação de um atacante durante essa paralisação forçada.

Por enquanto, o Rubro-Negro ainda depende muito do meia-atacante Nikão. Um reforço que chegue para ser titular e divida essa responsabilidade de protagonismo será um ganho importante nessa parada.

Protagonismo social

Foto: Arquivo/Gazeta do Povo

Com todas as atividades no clube paradas por causa da pandemia, o Athletico foi um dos primeiros clubes no Brasil a oferecer seu centro de treinamento e seu estádio para os governos estadual e municipal para ajudar no controle da pandemia.

A atitude foi muito elogiada e acompanhada por vários clubes nacionalmente. Essa parada pode ser importante também para o Furacão mostrar a sua importância fora das quatro linhas e ter uma imagem positiva diante da sociedade.

Vendas

Foto: Albari Rosa/Foto Digital/Tribuna do Paraná

Se a parte positiva dessa parada é poder se reforçar, obviamente existe a parte negativa da possibilidade de mais jogadores deixarem o clube. Nessa sexta-feira (20), por exemplo, foi noticiado a possibilidade de venda do zagueiro Robson Bambu para o Nice, da França. Se não tomar cuidado, o Furacão corre o risco de perder ainda mais gente no mercado da bola, o que dificultaria e muito a sequência do time no ano.

Diferença de preparação

Thiago Heleno, Jonathan e Nikão estão entre os jogadores mais experientes podem sentir a sequência intensa da temporada. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/Tribuna do Paraná

Nos últimos anos, o Athletico tem se diferenciado pela preparação no início das temporadas. Enquanto a maioria dos clubes que disputam o Brasileirão tem um desgaste maior com os Estaduais e chegam para o meio da temporada já com alguns jogadores debilitados, o Furacão utiliza os aspirantes no Paranaense e faz com que o time principal dispute menos jogos no ano.

Por causa disso, essa parada acaba sendo ruim para o Rubro-Negro, pois praticamente elimina-se essa diferença. Após um período sem jogos, igual para todos, a tendência é que muitas partidas sejam amontadas para adequar o calendário e todas as equipes acabem chegando no final da temporada com os mesmos sintomas de cansaço.

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