Em seu ano mais vitorioso da história, o Athletico contratou 15 jogadores para o time principal na temporada. Com dois títulos (J.League/Conmebol e Copa do Brasil), a equipe rubro-negra mostrou eficiência no mercado e contou com poucas apostas ruins.

O principal reforço atleticano veio para o ataque. O centroavante Marco Ruben, ao custo de US$ 200 mil (R$ 744 mil, na época) pelo empréstimo, deu o retorno esperado. O camisa 9 foi o artilheiro do time, com 13 gols, e o segundo em assistências, com cinco passes.

O atacante argentino ficou marcado por gols decisivos, como na semifinal contra o Grêmio, pela Copa do Brasil, e o hat-trick diante do Boca Juniors, na Libertadores. Na competição internacional foram seis gols. O Furacão tinha interesse em comprá-lo, mas o atleta alegou motivos familiares para retornar ao Rosario Central, da Argentina.

O zagueiro Robson Bambu e o meio-campista Léo Cittadini, adquiridos de graça do Santos, foram fundamentais na conquista inédita do torneio mata-mata nacional. O defensor teve atuações seguras, enquanto o meia arrumou o time nas semis e ainda fez um gol na final, contra o Internacional.

O lateral-direito Madson e o atacante Thonny Anderson, ambos do Grêmio, chegaram por empréstimo e também tiveram importância no ano. O lateral substituiu o lesionado Jonathan no segundo semestre e marcou cinco gols, enquanto o centroavante atuou nessa função e até como meia.

O zagueiro Pedro Henrique fez boas atuações no sistema defensivo e não comprometeu quando teve que ser acionado. O volante Camacho, suspenso por seis meses no caso doping, era titular antes da punição e terminou entre os 11 no Campeonato Brasileiro. Ambos pertencem ao Corinthians.

Comprados, o volante Erick (Operário) e o lateral-esquerdo Abner Vinicius (Ponte Preta) ainda precisam de mais oportunidades, já que foram poucas nesse ano. Mesmo assim, o meio-campista mostrou personalidade e bom entendimento tático nas raras chances. O lateral, contudo, se mostrou mais contido e precisa se soltar no ano que vem.

Contratado em julho, o lateral-esquerdo Adriano também veio de graça e foi uma surpresa, já que tem um passo no rival Coritiba. O atleta, contudo, sofreu com lesões e fez apenas 11 partidas na Série A. A expectativa é de que, com uma pré-temporada adequada, seja mais utilizado na próxima temporada.

Por fim, o goleiro Anderson, que veio do Santa Cruz, emprestado pelo Palmeiras, não teve nenhuma chance, mas pode permanecer no clube em 2020 para a disputa do Campeonato Paranaense. Em outubro, ele foi convocado para a seleção olímpica.

Não vão deixar saudades

Os argentinos Tomás Andrade e Braian Romero não vingaram. O meia do River Plate até mostrou qualidade técnica, mas não encaixou no futebol intenso e vertical do Furacão. Já o atacante do Independiente ainda fez gol na final no Japão, só que nunca convenceu em campo.

O lateral-esquerdo Abner Felipe, do PSTC, e o meia-atacante Everton Felipe, do São Paulo, fizeram poucas aparições e deixam o clube com raras lembranças dos torcedores.

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