Toda vez que se inicia uma temporada, os clubes contratam jogadores que chegam com uma expectativa alta, tanto da diretoria, quanto dos torcedores, que depositam sua confiança naquele nome, que, em tese, chegam para resolver uma carência do time. Mas nem sempre a realidade corresponde à expectativa.

Em 2020, Fernando Canesin, do Athletico, Patrick Viera, do Coritiba, e Gabriel Kazu, do Paraná, chegaram para brigar pela titularidade, mas não conseguiram se firmar em suas respectivas equipes e hoje não são mais utilizados. Todos tiveram oportunidade de estar relacionados entre os onze iniciais em algum momento, mas foram preteridos.

O meia-atacante Fernando Canesin, de 28 anos, foi a primeira contratação da temporada no Furacão. Anunciado ainda em dezembro de 2019, ele chegou com peso de reforço internacional. O jogador estava no KV Oostende, da Bélgica, desde 2013.

Na bagagem ele trouxe os títulos do Campeonato Belga (2011/12 e 2012-13) e da Supercopa da Bélgica (2011/2012, 2012/13 e 2013/14). Na teoria o lugar dele seria certo na equipe, mas na prática não se fixou.

Fernando Canesin chegou com alta expectativa pelo currículo europeu, mas pouco foi titular. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/Tribuna do Paraná

Até aqui, disputou apenas nove jogos com a camisa rubro-negra: três pelo Estadual, um pela Supercopa, quatro pelo Brasileirão e um pela Libertadores. Teve a chance de estar entre os titulares no Paranaense e em um jogo do Brasileiro.

>> Tabela e classificação do Brasileirão

No Coxa, quem chegou com ares de reforço importante foi o lateral-direito Patrick Viera, de 29 anos. Com cinco anos de experiência no futebol português, o jogador destacou em sua apresentação à imprensa, em fevereiro, como sua vivência nos campos da Europa poderia ser um diferencial para ajudar o time.

Ainda que tenha atingido a marca de 15 jogos e tenha até marcado um gol pelo Alviverde, na vitória em cima do Paraná por 2×1, no Estadual, nunca foi unanimidade.

Patick Vieira teve altos e baixos no Coxa, mas perdeu espaço com a lesão. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/Tribuna do Paraná

O clube chegou a contratar outro atleta na função, Jonathan, e também promoveu Natanael, da base, para a vaga. Atualmente, o atleta está no departamento médico, tratando uma lesão já há quase dois meses. Mesmo que volte a estar apto, dificilmente retornará entre os titulares.

>> Tabela e classificação da Série B

Quando Gabriel Kazu foi contratado pelo Tricolor em janeiro e a expectativa em cima do meia era grande. Com 21 anos completados em junho, o atleta que nasceu no Japão, mas é filho de brasileiros, tem passagem pelas categorias de base do Flamengo e até chegou a defender a seleção brasileira sub-20.

No time paranista foram oito jogos, todos no Campeonato Paranaense, sendo sete como titulares e, desses, em cinco permaneceu em campo até o apito final. O desempenho de Kazu, que foi testado como meia de armação, primeiro e segundo volante, não agradou ao técnico Allan Aal.

Kazu só foi aproveitado no Tricolor ao longo do Paranaense. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/Tribuna do Paraná

O jovem foi perdendo espaço e sequer foi relacionado em jogos na Copa do Brasil ou da Série B e, atualmente, está defendendo a equipe no Brasileirão de Aspirantes.

Poucos minutos em campo

Outros atletas do Trio de Ferro também podem entrar para a lista dos pouco – ou nada – utilizados. Entretanto, todos vieram já para a disputa do Brasileirão, tiveram poucos minutos em campo, mas não convenceram.

São os casos do atacante Wandson, no Tricolor, e o meia argentino Sarrafiore, no Coritiba.

Wandson, de 22 anos, chegou em julho no Ninho da Gralha e entrou em campo cinco vezes na Segundona, sempre nos momentos finais de jogo. Já no caso de Sarrafiore, 23 anos, ele disputou somente duas partidas pelo Coxa, sempre entrando na segunda etapa. Porém, como chegou em setembro, ainda deve passar por mais avaliações e, ter outras chances.

Sarrafiore teve pouco espaço no Coritiba. Foto: Divulgação/Coritiba.

Nem estreou

No Athletico, o zagueiro Edu, de 19 anos, chegou em junho para reforçar a defesa, já que Robson Bambu tinha deixado a equipe para assinar com o Nice, da França. O Furacão pagou 500 mil euros (em torno de R$ 3 milhões) para ter 70% dos direitos do jogador. Outros 15% permaneceram com o Cruzeiro, clube de origem do atleta.

Porém, mesmo com as altas cifras investidas, ele nunca foi relacionado no time principal e sequer está no elenco do Furacão no site oficial. Atualmente defende o sub-20.

+ Mais do Trio de Ferro:


A Tribuna precisa do seu apoio! 🤝

Neste cenário de pandemia por covid-19, nós intensificamos ainda mais a produção de conteúdo para garantir que você receba informações úteis e reportagens positivas, que tragam um pouco de luz em meio à crise.

Porém, o momento também trouxe queda de receitas para o nosso jornal, por isso contamos com sua ajuda para continuarmos este trabalho e construirmos juntos uma sociedade melhor. Bora ajudar?