O ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo-PR), em vídeo publicado nesta noite em seus perfis de redes sociais, disse que seu nome continua na urna, apesar da decisão do ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, que indeferiu monocraticamente sua candidatura ao Senado neste sábado, a pouco mais de 12 horas do início da votação.
A decisão ainda precisa ser analisada pelo plenário da corte eleitoral, o que talvez só aconteça depois das eleições. “A nossa equipe jurídica está trabalhando e confia na reversão dessa decisão”, disse Dallagnol.
“Não desista, meu nome está na urna”, pediu Dallagnol, antes de enumerar contradições da decisão de Azevedo Marques. “Anteontem, o mesmo ministro deu uma decisão no meu caso, dizendo que ele não poderia fazer isso que ele fez, por conta da livre manifestação da soberania popular, da escolha do eleitor, e agora ele vai lá e faz”, afirmou o ex-procurador da Lava Jato, que vê na manobra uma tentativa desesperada de garantir uma vaga no Senado para a petista Gleisi Hoffmann.
“Essa história não acabou, essa decisão é absurda demais (…) essa é a maior violência eleitoral da história do Brasil”, concluiu Dallagnol, que encerrou seu vídeo com um pedido: “se você também está indignado com a interferência judicial nas eleições em 2026, amanhã vai ser o nosso voto de revolta e o Brasil vai vencer”.
