O deputado federal e candidato ao Senado pelo Paraná Filipe Barros (PL) participou, nesta quinta-feira (3), de sabatina do Meio Dia Paraná, da RPC TV. O parlamentar disse que quer ser o senador mais jovem do estado e abordou críticas feitas no passado a seus hoje parceiros de chapa; o candidato a governador Sergio Moro (PL) e o candidato ao Senado Deltan Dallagnol (Novo). 

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Ele também comentou o fato de integrar o partido presidido a nível nacional por Valdemar Costa Neto, que foi condenado e preso no âmbito do Mensalão, defendeu o retorno do financiamento de campanhas eleitorais por doações de empresas e o destravamento da pauta da Ferroeste. 

Os entrevistadores citaram postagens feitas por Filipe em redes sociais em que ele afirmava que Moro tinha “déficit de caráter e de testosterona” e que o ex-juiz e Deltan, ex-coordenador da Operação Lava Jato, tinham feito “um acordo até com o capiroto para salvar as manchadas biografias”.

O deputado afirmou que as divergências entre os três no passado “não são segredo para ninguém”, mas que eles decidiram deixá-las para trás: “Temos um projeto maior em andamento. Nós temos que derrotar o PT”.

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Filipe Barros negou que haja incoerência em adotar um discurso anticorrupção enquanto é filiado ao partido de Valdemar Costa Neto, condenado por corrupção e recebimento de propina no caso do Mensalão.

“O presidente Valdemar foi condenado, reconhece que errou e pagou pelos seus erros. Foi o presidente Valdemar que abriu o PL ao presidente (Jair) Bolsonaro e a todos nós que éramos deputados da base dele. Graças a ele, hoje eu sou presidente do PL no estado do Paraná e nós fizemos essa verdadeira união da direita no nosso estado. Então sou muito grato a ele”, declarou. 

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Ele completou dizendo que tal situação não é “difícil” de explicar ao eleitor. “O que é difícil é dizer para o eleitor que hoje Lula, infelizmente, é presidente da República”, afirmou. 

Apesar de ser o candidato ao Senado pelo Paraná que recebe o maior valor em financiamento público de campanha (R$ 3,8 milhões), ele disse ser a favor de uma lei para retomada do financiamento privado, por pessoas jurídicas ou pessoas físicas: “Nós temos que permitir que as pessoas voltem a ajudar financeiramente nas campanhas, para que cada cidadão brasileiro possa ter a liberdade de doar, seja pela pessoa física, seja pela pessoa jurídica, mas obviamente com transparência, com liberdade, com fiscalização da imprensa e da população”. 

Ao comentar a alta dos índices de acidentes nas estradas paranaenses, Filipe Barros defendeu investimentos na malha ferroviária para diminuir o número de caminhões nas pistas, aumento de câmeras para multar motoristas infratores e aumento de penalidades para crimes de trânsito.

“Há 20, 30 anos, o Brasil discute a Nova Ferroeste, a Malha Sul. Chega de discutir, tá na hora de tirarmos do papel. Isso traz mais segurança para todos nós que utilizamos as nossas rodovias”, disse.