De início, separo as coisas: uma é o Toledo ganhar o título da Taça Sicupira e a vaga para a final do Estadual. Nada mais justo: em um campeonato medíocre, o menos ruim deve ser campeão. Outra coisa é a derrota do Coritiba. Não a derrota em si como resultado do futebol, mas como consequência do estado de coisas construído no Couto Pereira com Samir Namur, sem que ninguém o ataque.

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O jogo com bola correndo terminou empatado em 1×1. Foi um desses jogos que, se fosse possível, era pra esquecer. Foi um jogo de empurrões, atropelos, obstruções e mais de cinquenta faltas, que fizeram da bola, uma sofredora. Batia-se tanto e de todas as formas, que o campo parecia um ringue, em que todos buscavam refúgio nas cordas.

Quando o jogo com a bola correndo terminou, alguém deveria ordenar: chega, não tem vencedor! Era um maltrato com a história de Sicupira.

Como era preciso ter um vitorioso, Coritiba e Toledo tinham que cumprir ordens de regulamento. E, então, foi escrita uma das mais tristes histórias do futebol paranaense: os cinco primeiros pênaltis, em sequência, foram perdidos. Neste momento, o Couto Pereira foi ambientado pela vergonha de ser palco em que a mediocridade técnica estava escancarada. Desta vez, Wilson esqueceu de se vestir de super-herói. Perdeu o primeiro pênalti e, depois, assistiu ao jovem André Luiz, goleiro do Toledo, ser, ao mesmo tempo, todos os super-heróis. Porco 3×2 Coxa.

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Pergunto: se você é coxa, qual o sentimento que o dominou no momento em que o Toledo bateu o último pênalti e Wilson não pegou?

De tristeza, presumo que não. Seria imprimir muito valor ao sentimento de perda, quando essa se origina é a incapacidade de Namur e Baggio, que liberaram Rodrigo Pastana para atender os interesses da “conexão Campinas”.

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O sentimento de conforto, presumo também, não foi. Nenhuma derrota consola. Aconselho que o sentimento seja de revolta. Só mesmo uma reação da torcida poderá mudar o rumo das coisas. Esse time que foi derrotado pelo Toledo, carrega a base que Pastana e Namur formaram para a disputa da segunda divisão.

Há esperanças?