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Curitiba

Vítima de mordida de cachorro cobra de Rafael Greca uma calça nova

Foto: Jonathan Campos
Giselle Ulbrich
Escrito por Giselle Ulbrich

Ele estava passando pela calçada com a sua bengala, a caminho de uma consulta odontológica. O susto veio em forma de mordida de cachorro de rua, que atacou a sua perna. Sorte é que a calça era bem larga e o cachorro só agarrou o tecido. Mas rasgou a calça do bolso traseiro até a panturrilha. Isso aconteceu com o aposentado Luiz Cesar Prodócimo, em pleno Centro de Curitiba. Já a corretora de imóveis Sara Nascimento de Paula, 57 anos, não levou tanta sorte. Ela também foi atacada por um cão de rua, em Pinhais. Porém o animal rasgou o dedo da corretora e ela precisou tomar diversas vacinas e remédios.

Luiz é deficiente visual. Enxerga estritamente a sua frente, mas não tem a visão periférica. Por isto, usa a bengala para se orientar. No dia 24 de novembro pela manhã, ele seguia pela calçada da Rua Desembargador Westphalen, a caminho da Praça Rui Barbosa, quando um cão de morador de rua o atacou. “Eu acho que ele não gostou do barulho da minha bengala batendo no chão. Num gesto de defesa, me mordeu”, disse o aposentado.

Deficiente visual foi atacado por cães de rua no Centro de Curitiba. Sorte que o bicho segurou só a roupa. Já uma corretora de imóveis foi atacada em Pinhais e precisou de tratamento. Foto: Marco Charneski/Tribuna do Paraná.

Deficiente visual foi atacado por cães de rua no Centro de Curitiba. Sorte que o bicho segurou só a roupa. Já uma corretora de imóveis foi atacada em Pinhais e precisou de tratamento. Foto: Marco Charneski/Tribuna do Paraná.

Apesar do susto, Luiz não quis dar queixa à prefeitura na hora. “Fazia meses que eu estava esperando aquela consulta. Se eu ficasse ali telefonando à Central 156, eu ia perder o ônibus. Mas no caminho todo e na clínica tive que ficar me explicando porque eu estava todo rasgado”, lamentou Luiz, que postou um vídeo no YouTube contando o acontecido e cobrando do prefeito Rafael Greca uma calça nova.

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“Pensa se é uma mãe andando com uma criança no carrinho. O cão se assusta com o barulho do carrinho e ataca. Mata a criança. A prefeitura diz que cães ferozes têm que usar focinheira na rua. Mas esses moradores de rua não têm dinheiro nem pra comprar uma coxinha. Quanto menos uma focinheira. A prefeitura tem que tomar uma providência em relação a estes cães”, lamenta o deficiente visual.

Amor mal compreendido

Sara mora em Curitiba. Mas há três semanas, estava em Pinhais para mostrar um imóvel a um cliente. Após isto, observou um cão de rua circulando por um terreno baldio, atrás de um ponto de ônibus. Como gosta muito de cães e tenta ajuda-los, na medida do possível, aproximou-se. Já tinha notado que era bravo, mas com jeito, conseguiu agradá- -lo. “Só que inesperadamente reagiu e me atacou. Segurou meu dedão com força, rasgou a pele”, diz a corretora, que já tirou os pontos, mas ainda sente muita dor na mão.

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Sara já sabia qual era a coisa certa a fazer: tentar descobrir quem era o dono, para saber a procedência do animal. Descobriu que não era de ninguém. Uma mulher que nunca ninguém viu antes na rua chegou de carro, abriu a porta, despejou o animal e foi embora. Com dó, a vizinhança passou a alimentar e dar água para o animal, que fica perambulando por ali.

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No dia seguinte, Sara ligou para a prefeitura de Pinhais para informar do mordida de cachorro e pedir que a prefeitura tomasse uma providência, pois depois do ocorrido, soube que o animal já tinha atacado várias pessoas por ali. Mas depois de falar com dois setores, percebeu que era um jogo de “empurra” e não insistiu mais no pedido de providência.

O que dizem as prefeituras sobre mordida de cachorro?

“A mordida de um cidadão por um cão de rua é considerado um caso fortuito, uma vez que o município toma medidas necessárias para combate ao abandono com campanhas de castração e avaliações clínicas gratuitas, além da adoção destes animais. São promovidas, ainda, ações educativas para a guarda-responsável. A Rede de Proteção Animal da Prefeitura de Curitiba atua também, em conjunto com a Fundação de Ação Social (FAS), no atendimento e acolhimento à população em situação de rua, acompanhada dos seus animais. As ações garantem avaliações básicas de saúde para os cães. Em caso de mordida, a indicação da Secretaria Municipal da Saúde é procurar uma unidade de saúde ou UPA. Lá, o paciente é avaliado e recebe tratamento de acordo com o seu caso, seguindo o protocolo do Ministério da Saúde.”, diz a prefeitura de Curitiba, sobre o caso de Luiz Cesar.

Já a prefeitura de Pinhais diz que quem tiver problemas com mordida de cachorro de rua, em Pinhais, pode informar o Centro de Vigilância em Zoonoses pelo telefone 3912-5396. Já quem tiver denúncias de maus tratos, abandono, solicitações de castração gratuitas ou adoções pode ligar para a Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Pinhais no telefone 3912-5705.

Foi mordido? Monitore o cão!

Comportamento do animal nos 10 dias seguintes vai determinar qual é o tipo de tratamento a pessoa mordida vai receber. foto: Marco Charneski/Tribuna do Paraná.

Comportamento do animal nos 10 dias seguintes vai determinar qual é o tipo de tratamento a pessoa mordida vai receber. foto: Marco Charneski/Tribuna do Paraná.

Muita gente não sabe, mas depois que uma pessoa leva uma mordida de um cão, principalmente se ele for de rua, é preciso monitorar o animal pelos 10 dias subsequentes. Isso vai influenciar no tipo de tratamento médico que a pessoa deve receber: apenas um curativo ou se precisará de vacinas e um soro forte, cheio de efeitos colaterais.

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A médica veterinária Rita de Cássia Maria Garcia, professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), diz que a primeira medida é lavar o local com bastante água e sabão. Depois, não perder o cão de vista. Identifique, tente achar o dono e, se for um cão comunitário ou de rua, peça ajuda da vizinhança para monitorá-lo. Se o animal mudar de comportamento, sumir do local onde costuma frequentar ou morrer neste período, é sinal de que ele tinha raiva (ou alguma outra doença neurológica) e o humano mordido corre o risco de morrer pela mesma doença. Os sintomas a serem observados no animal são babar, ficar nervoso, não conseguir enxergar ou andar, ou andar como bêbado, mudar muito o comportamento, ou mesmo morrer no decorrer destes 10 dias. Os sintomas da raiva só se manifestam num cão geralmente depois que ele morde alguém.

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Se o animal tem um dono e foi devidamente vacinado, o tratamento é restrito ao ferimento (antibióticos, anti- -inflamatórios, analgésicos e cicatrizantes). Já no caso de não ser possível conhecer o histórico de saúde do cão, a pessoa mordida precisa adicionar as vacinas antirrábica e antitetânica ao tratamento. E se o animal mudar o comportamento, sumir ou morrer, a pessoa ferida precisará tomar, além das vacinas, o soro. Mas a professora acalma a população, mostrando que a raiva é uma doença que está controlada entre os cães, no Estado do Paraná.

Políticas públicas

Cerca de 40 mil cães e gatos nascem nas ruas de Curitiba todos os anos, sem contar a região metropolitana. A castração em massa seria a solução para acabar com esta superpopulação. Mas a prefeitura não dá conta do recado. O máximo que tem feito por ano, com a equipe e a verba que tem disponível, são 15 mil castrações anuais. Sem contar a fiscalização contra o abandono, os maus tratos e outras situações envolvendo animais. A capital tem apenas dois fiscais para verificar as quase 50 chamadas que recebe por dia. O levantamento é do protetor animal Paulo Colnaghi, da Frente das Organizações de Proteção Animal do Paraná.

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Mas o grande problema dos cães e gatos de rua, mostra Paulo, não são os animais. “Não adianta termos as melhores políticas públicas se a população não tem a educação necessária para lidar com isto. As pessoas precisam praticar a guarda responsável. Precisam manter os bichinhos adequadamente abrigados em casa, bem alimentados, vacinados”, ensina Paulo, mostrando que o não cumprimento da regra, que é uma lei municipal, pode render notificação e multa ao proprietário do animal. “A pessoa tem o direito de recorrer ou pode não pagar a multa. Mas na hora que ela for vender o imóvel, por exemplo, ela terá que regularizar para prosseguir com o negócio”, explica Paulo.

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Em meio aos destroços do incêndio, Rafael encontrou seu bem mais precioso!

 

 

Sobre o autor

Giselle Ulbrich

Giselle Ulbrich

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24 Comentários em "Vítima de mordida de cachorro cobra de Rafael Greca uma calça nova"


Lasca Denovo
Lasca Denovo
8 meses 4 dias atrás

Cachorrada irada!

João Silva
João Silva
8 meses 4 dias atrás

Parece que os dois cachorros da foto usaram um bagulho muito doido!
O bagulho é doido, dog, muito doido!

Marcelo  De Souza
Marcelo De Souza
8 meses 4 dias atrás

Tô doando umas calças usadas esse ano.So um 156 passar aqui em casa. Tão bem boas ainda

ADILSON
ADILSON
8 meses 5 dias atrás

Isso é coisa comumpor toda cidade. Tem um bando (na maioria mulheres) que se diz protetoras dos animais e mantêm os cães nas ruas, os alimentando. Proteger os animais os mantendo na rua é fácil né? Não são essas pessoas q limpam a b.o.s.ta que ele fazem em nossas gramas, não são elas q se responsabilizam por ataques. Grande protetores esses!!! Se importam? Então tirem os bichos das ruas.

Julio Cesar
Julio Cesar
8 meses 5 dias atrás

Disse desses vi um guapeca grudar na perna de um senhor que correu para pegar o ônibus no terminal do Fazendinha. Só não machucou porque a calça era jeans.
Lugar de cachorro é no quintal e com portões fechados, quem gosta tanto assim que os adote e multa pesada para os casos de abandono.

Lutador Antifascista
Lutador Antifascista
8 meses 5 dias atrás
Sou totalmente contra cães soltos nas ruas, na minha opinião se o animal não tem identificação (chip, coleira e placa de identificação, etc), ele tem que ser recolhido, averiguado sua condição veterinária e colocado para adoção, o que estão muito doentes ou muito velhos tem que ser sacrificados e incinerados. Animais, principalmente cães que são os de maior número nas ruas, trazem doenças e perigos para pedestres e também motoristas. Quando um município (seja qual for) não recolhe estes animais e não dá um destino para eles, demonstra que não cumpre com sua finalidade que é também de proteger animais… Leia mais »
alex lemarchand
alex lemarchand
8 meses 3 dias atrás

entao devia botar fogo nos seus pais ou avos. ja devem estar velhos tambem !!

Kevin Mamar
Kevin Mamar
8 meses 5 dias atrás

Esses “cachorros de rua” não apareceram ali por um acaso, algum fdp o abandonou, então nada mais do que coerente seria chipar qualquer animal de estimação com as informações de seus respectivos donos, e em casos como estes, seriam responsáveis por possíveis indenizações.

Cláudio
Cláudio
8 meses 5 dias atrás

Animal de rua tem que ser castrado. Fim.

Lutador Antifascista
Lutador Antifascista
8 meses 5 dias atrás

Mesmo castrados, ainda podem morder soltos nas ruas!…

Oldboy
Oldboy
8 meses 5 dias atrás

Alguém pode arranjar alguma coisa para a jornalista fazer?

Kevin Mamar
Kevin Mamar
8 meses 5 dias atrás

kkkk

Sandro NUNES CHAGAS
Sandro NUNES CHAGAS
8 meses 5 dias atrás

Cara do céu. Eu trabalhei de teleatendente na Copel 2012/2013, esse Luiz Prósdocimo ligava quase todos os dias. Ele era obcecado em perseguir a Copel. E eu tinha um azar de atende esse cara num callcenter com centenas de colegas. Pior que ele sabe fundamentar bem as suas reclamações mas é chato de galocha! Dá a calça pra ele Greca quem avisa amigo é!

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