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Curitiba

Alunos do CEP serão remanejados pra outras escolas por conta de mega restauração

Colegio Estadual do Paraná. Foto: Marco Charneski/Tribuna do Paraná
Tribuna do Paraná
Escrito por Tribuna do Paraná

Nos próximos dias pais e alunos do Colégio Estadual do Paraná serão informados pela Secretaria da Educação (SEED) quais serão os procedimentos que serão adotados para o remanejamento de alunos durante as obras de restauro que serão feitas no prédio do CEP. Previstas para durarem aproximadamente 15 meses, as obras aprovadas pelo Governo do Estado em junho de 2018, devem começar ainda em dezembro e preveem mudanças importantes nas instalações da escola. Para tanto, a rotina de 3.162 alunos deverá ser alterada, já que o projeto prevê a interdição de boa parte das salas de aula do edifício durante as obras.

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Classificada pela SEED como a “maior reforma desde a construção do prédio”, a obra será executada pela empresa Construtora & Incorporadora Squadro Ltda, vencedora do processo licitatório concluído em julho e fechado no valor de R$ 16.970 milhões. Viabilizado pela multinacional de carros Volkswagen do Brasil, como contrapartida aos incentivos recebidos dentro do programa Paraná Competitivo, o projeto arquitetônico concluído já há dois anos inclui a restauração do prédio principal, e renovação das instalações elétricas e hidráulicas do edifício, além da modernização dos elevadores, instalação de sistema de segurança, pintura e paisagismo.

Foto: Marco Charneski/Tribuna do Paraná.

Foto: Marco Charneski/Tribuna do Paraná.

Diante das mudanças, pais e alunos se questionam como ficará a rotina no Colégio Estadual do Paraná durante o período de obras. Quem responde é própria SEED, que, por meio de nota enviada à Tribuna, esclarece que dos 3.862 alunos do Estadual, 2.250 permanecerão na escola durante a reforma. Para tanto, esses alunos serão distribuídos em 22 turmas. Já os demais devem ser remanejados entre quatro instituições: Colégio Estadual Amâncio Moro, Colégio Estadual Tiradentes, Colégio Estadual Conselheiro Zacarias e Instituto Estadual de Educação do Paraná Professor Erasmo Pilotto.

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Segundo a SEED, a divisão será feita em etapas, conforme o andamento das obras e a disponibilidade das salas de aula das demais instituições. “Sem prejuízo pedagógico para os alunos”, conforme a própria secretaria afirmou, pais e estudantes do Estadual serão informados ao longo desta semana sobre o local no qual as aulas serão administradas no ano letivo de 2019.

Polêmica à vista

Foto: Aniele Nascimento/Arquivo/Gazeta do Povo

Foto: Aniele Nascimento/Arquivo/Gazeta do Povo

Para os estudantes do Colégio Estadual Amâncio Moro, localizado no bairro Jardim Social, outra “novidade”. Com a conclusão do processo de reforma, os 249 alunos matriculados na instituição serão “absorvidos” pelo Colégio Estadual do Paraná. O novo “arranjo”, feito por questões meramente administrativas, segundo a SEED, não deve alterar em nada a rotina dos estudantes. Segundo a assessoria de comunicação da secretaria, o Colégio Estadual Amâncio Moro apenas mudará de nome, passando a ser chamado também de “Colégio Estadual do Paraná”. A SEED enfatiza ainda que “todos os estudantes da escola terão rematrículas garantidas e não haverá necessidade de fazer teste seletivo, como ocorre para as novas matrículas do Estadual”, permanecendo o procedimento obrigatório “somente para as novas matrículas que surgirem para o Amâncio Moro, para o ano letivo de 2019”.

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Para definir os detalhes do processo de “absorção” dos novos alunos, uma reunião com os pais dos estudantes do colégio Amâncio Moro aconteceu no fim da tarde da última segunda-feira, na sede da escola. Os resultados do encontro, porém, não agradaram em nada professores, diretores e colaboradores da entidade ligados ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP Sindicato). Denominado por eles como “ocupação integral” e “dissolução” do Colégio Amâncio Moro, o remanejo das escolas teria sido informado ao conselho do colégio no dia 20 de novembro. Segundo nota divulgada pela APP, no dia 21, professores e funcionários do Colégio Amâncio Moro foram comunicados que “terão que fazer ordem de serviço” além de serem submetidos a concurso de remoção.

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O núcleo sindical afirma ainda que a abertura de novas turmas tem sido vedada há pelo menos três anos na instituição e que a “política de desmonte” instaurada na escola já teria eliminado 5 turmas no total. Na mesma nota, a entidade lembrou ainda do fechamento de outras instituições como os colégios São Francisco de Assis, Professor Brandão, Dezenove de Dezembro e Prieto Martinez, além do anúncio da cessação de atividades do colégio Padre Olympio para 2019.

No que foi considerado pela APP como “estratégia para fechamento dos colégios”, a entidade destaca que o mesmo procedimento está sendo aplicado no colégio Tiradentes, que já não conta mais com turmas no período vespertino e teve encerradas turmas do 8º e 9º ano. Além disso, segundo a APP, matrículas para alunos dos 1º e 6º ano foram negadas ou canceladas na instituição. Tal situação, segundo o núcleo sindical, obriga os funcionários do Tiradentes a “terem que gastar duas conduções a mais para trabalharem manhã e noite”.

Por fim, a APP manifestou discordância em relação aos remanejos anunciados pela SEED, classificando a medida como “desrespeito aos profissionais estudantes, pais e mães” e “desconsideração à comunidade”.

Em nota enviada à Tribuna, a Secretaria Estadual de Educação respondeu à ao núcleo sindical. Confira: “Sobre as críticas divulgadas pela APP Sindicato no que se refere ao colégio Amâncio Moro, a Secretaria Estadual de Educação tem a informar que: Os alunos do Amâncio Moro serão absorvidos pelo Colégio Estadual, fato que tem gerado bastante alegria entre os pais dos estudantes, já que seus filhos passam a ser definitivamente estudantes do Colégio Estadual do Paraná.

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Os 17 servidores do Colégio Amâncio Moro entre professores, pedagogos e funcionários serão atendidos dentro dos trâmites legais naturais em processos como este e a Secretaria garante que ninguém será prejudicado.

No que se refere ao colégio Tiradentes, a Secretaria informa que não veta matrículas em qualquer colégio. O que ocorre no caso do Tiradentes é a falta de procura por parte da comunidade, uma vez que o colégio está situado numa região onde não há mais tantos alunos residentes e existem outras escolas próximas, como o Estadual, que geram mais interesse da comunidade”.

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9 Comentários em "Alunos do CEP serão remanejados pra outras escolas por conta de mega restauração"


Marcos Lopes
Marcos Lopes
12 dias 2 horas atrás

Sou ex-aluno do CEP, por total acaso entrei lá esses dias… o maravilhoso salão nobre do CEP, hoje tem cadeiras de plástico, só não roubaram as orbas de arte por obra de Deus. Adquiri o gosto pela leitura na biblioteca do CEP, que tá na mesma dos anos 80. Décadas de trabalho árduo de professoras e professores de verdade foram dizimados, em poucos anos por direções com “viés sindical” aliadas ao total descaso de governos estaduais (requi+richa). Uma super reforma seria mais do que bem-vinda.

Marcos Lopes
Marcos Lopes
12 dias 2 horas atrás

Sou ex-aluno do CEP, por total acaso entrei lá esses dias… o maravilhoso salão nobre do CEP, hoje tem cadeiras de plástico, só não roubaram as orbas de arte por obra de Deus. Adquiri o gosto pela leitura na biblioteca do CEP, que tá na mesma dos anos 80. Décadas de trabalho árduo de professoras e professores de verdade foram dizimados, em poucos anos por direções com “viés sindical” aliadas ao total descaso de governos estaduais (requi+richa). Uma super reforma seria mais do que bem-vinda.

Lasca Denovo
Lasca Denovo
13 dias 4 horas atrás

APP? marley e hermes, dois sem noção

Tiago Ribas
Tiago Ribas
13 dias 18 horas atrás

Mais um futuro “quadro negro” surgindo, grana pública entrando no pedaço, mais uma obra que vai ficar pela metade. Resta esperar e saber qual vai ser o nome da operação para descobrir a roubalheira na obra?

Flavio Steiner
Flavio Steiner
14 dias 7 horas atrás

A tal app é contra? Ótimo, sinal que é bom.

Carlos Gomes
Carlos Gomes
14 dias 3 horas atrás

Pelo que sei app só servia pra cobrar uma taxinha (voluntária mas meio que forçada) dos alunos no começo de cada ano e se manifestar em causas sindicais, nunca buscam benefícios reais para os alunos

MAIOR DO ESTADO
MAIOR DO ESTADO
12 dias 17 horas atrás

No meu tempo se estivesse ruim de nota era só mostrar que estava com a app em dia que tava tudo certo… Mas em compensação se não pagasse era mesma coisa que gritar ”bolsonaro” na sala de aula… linchamento kkkkkk

Carlos Gomes
Carlos Gomes
14 dias 8 horas atrás

APP sempre é do contra, pelo menos nessa situação vemos que se trata de uma reforma para melhoria e segurança dos alunos, de nada adianta depois quando ocorrer problemas (ou incêndio como no museu) aparecerem reclamando.
In-off: ainda bem que a obra não será executada pela odebrecht rsrsrsrsrs

Eivaldo Dantas de Medeiros
Eivaldo Dantas de Medeiros
14 dias 8 horas atrás

Estudei no CEP na década de oitenta e nunca ouvi falar, na época, em Reforma no Colégio. Tá mais do que na hora mesmo… e também a Casa do Estudante, que já está pedindo socorro a muito tempo!

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