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Curitiba

Casal de Curitiba aposta no empreendedorismo e fatura alto vendendo pães em sinaleiro!

Para empreender no Brasil todo mundo sabe que, no mínimo, é preciso deitar e rolar na criatividade, ter força de vontade, perseverança e carinho pelo seu negócio. Sem esquecer da coragem para investir em um mar de incertezas. O casal de Curitiba Vinícius Guilherme da Cunha, 24 anos, e Giuliana Carolina Vieira da Cunha, 26 anos, resolveram se arriscar e acabaram inovando na forma de vender pão no sinaleiro. A equipe de trabalho se veste com roupas de padeiro e sai oferecendo o produto a cada um dos motoristas que param no sinal. A estratégia deu tão certo que toda a produção diária de pães é vendida em menos de quatro horas.

O negócio começou há dois anos, com o nome Dani Express e o slogan: De família para família. O casal aliou a “mão boa” da esposa para a cozinha com a esperteza do marido para as vendas. Enquanto Giuliana se esmera em reproduzir receitas antigas de família para pão caseiro e pão integral, Vinícius trata de driblar a concorrência usando seus conhecimentos na área de vendas, os quais aprendeu desde a infância. “Venho de uma família de vendedores de plano funerário. Todos em casa aprenderam a tratar o cliente de uma forma especial, ainda mais para vender a última coisa que a pessoa pensa em comprar”, brinca. Vinícius é o caçula de uma família de cinco irmãos.

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Ele estudou até o Ensino Médio e seguiu os passos da família na área de vendas externas na adolescência. “Fui vendedor externo, supervisor de vendas, fui gerente de vendas, cargos ocupados na área funeral que fortaleceram a minha experiência em vender”, explica. Ele chegou a trabalhar por dois anos em uma grande empresa daquele ramo em Curitiba. Depois foi assessor comercial, por um tempo, em uma franquia de uma escola de inglês renomada no Brasil, onde fez cursos de táticas de venda, que depois seriam aplicadas em seu negócio.

Ajuda do Youtube

A decisão de fabricar pães surgiu pela necessidade de melhorar a renda familiar. Não estava fácil para o marido melhorar os rendimentos e, em casa, era só ele que trabalhava fora. “A Giuliana veio com a ideia de fazer pão, mas eu confesso que, no começo, não acreditei que pudesse dar tão certo”, revela o empreendedor. Eles começaram a fazer os pães na cozinha de casa, logo não deram conta de tantos pedidos e, quando viram, estavam montando uma nova cozinha no terreno em frente à residência deles, que fica em Araucária, no bairro Tupi. “Instalamos dois fornos a gás, um gigante e um médio, e colocamos todo o maquinário necessário. Graças a Deus, está dando certo”, agradece Vinícius. Para montar a cozinha os dois usaram tutoriais do Youtube. “Nossa pesquisa para conseguir montar uma cozinha ideal para o nosso tipo de negócio foi pela internet mesmo. Vimos preços, modelos, funcionamento e opiniões de outras pessoas”, conta.

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Na cozinha são produzidos 180 pães por dia, entre o caseiro tradicional e o 100% integral. São três fornadas no forno gingante (para 44 unidades) e cinco no médio (para 20 unidades). Os ingredientes são todos frescos, feitos na hora, sem utilizar congelados. O trabalho começa às 5h e só termina por volta das 13h30, quando a caminhonete Fiorino começa ser carregada para levar a produção até os pontos de venda. Os pães são vendidos de segunda à sexta, a partir das 14h30, nos sinaleiros da Rua Eduardo Sprada com a Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira, no bairro Campo Comprido, e a partir das 15h no bairro Santa Quitéria, na Avenida Presidente Arthur da Silva Bernardes, em frente ao 9º Distrito Policial. A unidade custa R$ 6, mas na promoção dá para levar dois pães por R$ 10. “Isso motiva o cliente a levar mais um. Faz parte da estratégia de venda”, explica Vinícius. “Temos todo o cuidado para agradar o cliente e trabalhamos com uma espécie de selo de qualidade. Se o cliente não gostar do produto, nós devolvemos o dinheiro”.

Foto: Arquivo Pessoal.

Foto: Arquivo Pessoal.

Segundo ele, as 180 unidades produzidas são vendidas todos os dias. Fazendo uma conta básica com o valor da promoção, cada pão sairia por R$ 5 e isso daria uma média de rendimento bruto de R$ 4,5 mil por semana, considerando o trabalho de cinco dias de venda. Eles não trabalham nos fins de semana e nem em feriados, pois a venda depende do fluxo de motoristas. Além de Vinícius e Giuliana, três vendedores auxiliam o casal. Os dois não planejam ampliar o negócio. “O trabalho já é bastante grande e estamos satisfeitos”, diz.

O pão é um sucesso

Rapaz faz pães para vender em sinaleiros de Curitiba. Foto: Átila Alberti/Tribuna do Paraná

Rapaz faz pães para vender em sinaleiros de Curitiba. Foto: Átila Alberti/Tribuna do Paraná

A ideia de ir para a rua com a vestimenta apropriada surgiu porque Vinícius sempre gostou de chegar em um lugar e ver que ele é organizado, que demonstre um bom atendimento, por isso eles inovaram na forma de fazer uma venda externa na rua, direto para o consumidor que fica parado no sinaleiro. “É uma forma de demonstrar que nos importamos em atender ele bem”, enfatiza. Mas, segundo ele, o que chama mesmo a atenção é o produto, mais do que a roupa. “A gente recebe elogios pela qualidade dos pães. O cliente está comprando um produto em que coloca credibilidade”, conta. O casal não aceita encomendas. Quem quiser o pão tem que passar por um dos pontos de venda. Mas é bom ficar atento, pois os produtos costumam acabar entre 18h30 e 19h. O cruzamento da Eduardo Sprada é o carro-chefe das vendas, mas Vinícius não revelou quantas unidades são vendidas ali.

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Alegria na casa

Quando o negócio deu certo e se tornou o sustento da casa, Giuliana se sentiu feliz. O marido conta que ela sempre trabalhou em casa, mas a contribuição dela para a renda familiar a motiva muito. “Ainda mais sendo uma ideia dela que deu certo”, diz Vinícius. Os dois têm filhas de cinco e seis anos de idade, que estudam pela manhã, enquanto o pai e a mãe trabalham na produção. As crianças ficam em casa à tarde com Giuliana, que também conta com o auxílio da avó. “Moramos perto da minha mãe. Isso ajuda”, diz ele.

Os dois se conheceram jovens. Ele tinha 16 e ela 18 anos. Os dois estão casados no papel há quatro anos, mas já viviam juntos desde que Vinícius completou 17. O encontro aconteceu na igreja que frequentam até hoje. “Era a igreja dos meus pais”, conta Vinícius. Trabalhar juntos para manter o negócio de pé demonstra muita força de vontade. Para acordar às 5h, os dois dormem cedo. “Não dá nem tempo de ver a novela”, reclama o marido. Mas o esforço parece valer a pena e contribuir para a harmonia do lar. “Seguimos felizes com o que fazemos. Eu uso meus conhecimentos e ela os dela. Somamos força e isso faz com que cresçamos juntos”, diz o marido, que agradece por ter escutado a ideia da esposa, mesmo não achando que poderia dar tão certo.

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Empreendedores

Segundo dados do portal do empreendedor atualizados em 27 de outubro, o Brasil possui cerca de 7,5 milhões de empresas optantes pelo SIMEI. No Paraná, são quase 466 mil empresas funcionando no mesmo sistema e, em Curitiba, são 92.175 que funcionam como SIMEI, entre elas a empresa do Vinícius e da Giuliana, que moram em Araucária, mas abriram a empresa na capital. A opção por vender os pães na rua tem a ver com a burocracia, já que abrir uma panificadora tornaria o empreendimento inviável. “Não teríamos como investir e seria muito difícil para nós manter os custos depois. A burocracia interferiu na decisão quando pusemos as contas na mesa. Estamos melhor assim”, finaliza Vinícius.

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Sobre o autor

Alex Silveira

Alex Silveira

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24 Comentários em "Casal de Curitiba aposta no empreendedorismo e fatura alto vendendo pães em sinaleiro!"


Flavio Steiner
Flavio Steiner
6 meses 18 dias atrás

Parabéns e sucesso ao casal! Só espero que uma coisa que costuma acabar com o empreendedorismo não complique a vida deles. PMC…

RJSOUZA souza
RJSOUZA souza
6 meses 22 dias atrás

Verdade, no minimo amanha ja tem um fiscal do urbanismo e vigilância sanitária acabando com os sonhos deste trabalhador. O estado como sempre oprime os trabalhadores honestos!

zeroberto zero
zeroberto zero
6 meses 23 dias atrás

Ja era, amanha mesmo tem fiscal da receita e da vigilancia sanitaria apreendendo a produçao.

Gustavo de Souza Pereira
Gustavo de Souza Pereira
6 meses 22 dias atrás

Pensei o mesmo. O Estado acaba com qualquer iniciativa do cidadão que quer ter seu negócio. Arrumam uma justificativa qualquer, como saúde, mas na verdade querem é taxar o indivíduo. Tanto é que carne vencida era vendida por aí, a nível nacional.

Lukas Noriega
Lukas Noriega
6 meses 17 dias atrás

Infelizmente, é a pura verdade!

zeroberto zero
zeroberto zero
6 meses 22 dias atrás

Estou desempregado a 27 anos…vivo honestamente desde entao, nunca recebi uma ajuda sequer, seja de sindicato ou bolsas esmolas do governo, encaro todo tipo de trabalho, nao contribuo com a previdencia, ja fiz meu pé de meia e renda pro resto da vida, nao serei mais um aposentado a quebrar a previdencia… o cidadão tem que ter esse direito!

Tiago Ribas
Tiago Ribas
6 meses 23 dias atrás

Isso é ilegal, se a moda pegar o negócio é fechar as panificadoras e ir para a rua ou calçada vender alimento, pois não precisa pagar impostos, não tem problema com a vigilância e com as legislações. O cara vende o pãozinho e sobra limpo e o empresário que tem estabelecimento se ferrando em pagar impostos e obrigações, que maravilha heim!

Flavio Steiner
Flavio Steiner
6 meses 18 dias atrás

Ah, sim, existe outro complicador ao empreendendorismo. A inveja…

Gustavo de Souza Pereira
Gustavo de Souza Pereira
6 meses 22 dias atrás

Pagar imposto para sustentar os folgados públicos?

Tiago Ribas
Tiago Ribas
6 meses 22 dias atrás

Mas tem outra opção para o comerciante ou empresário? Você acha que é legal pagar impostos, a culpa é do comerciante? Apenas não concordo um com esse tipo de comércio de rua, pois não é justo! Por qual motivo os vendedores de cachorro quente não precisam pagar impostos e muito menos são fiscalizados pela vigilância?

zeroberto zero
zeroberto zero
6 meses 19 dias atrás

Tenta por pra trabalhar um trailer de cachorro quente e vai descobrir que escreveu besteira!

Gustavo de Souza Pereira
Gustavo de Souza Pereira
6 meses 22 dias atrás

*funcionários públicos?:D

Tiago Ribas
Tiago Ribas
5 meses 14 dias atrás

Uma denuncia resolve!

REINALDO  .
REINALDO .
6 meses 23 dias atrás

Está faltando empregos para muitos, vejam a inovação para sobrevivência deste casal, parabéns ao esse casal.

RODRIGO PODEGURSKI
RODRIGO PODEGURSKI
6 meses 23 dias atrás

Já comprei deles, produto excelente e bom preço. Sucesso aos jovens empreendedores!!!

Rafael R
Rafael R
6 meses 24 dias atrás

E eu aqui pagando aluguel e impostos. Vou fechar minha loja e ir para o sinaleiro… se a moda pega vai faltar sinaleiro…

Flavio Steiner
Flavio Steiner
6 meses 18 dias atrás

Se você tiver coragem, um bom produto, vontade de crescer, capacidade de abandonar alguns hábitos em função do seu sonho, vá em frente. E boa sorte.

Kevin Mamar
Kevin Mamar
6 meses 24 dias atrás

Só vendo pra crer esses grandes lucros que a maioria fala, em Curitiba é impossível vender qualquer coisa, ainda mais em semáforo. Mas é uma boa ser autônomo sem quaisquer obrigações, pelo menos esse governo safado não tem como cobrar impostos.

Tiago Ribas
Tiago Ribas
6 meses 24 dias atrás

Qualquer coisa que você vender na rua é motivo de lucro, desde uma simples bala até um cachorro quente, o motivo é óbvio, ninguém precisa pagar impostos, encargos, taxas entre outras obrigações que as legislações determinam

CARLÂO COXA BRANCA
CARLÂO COXA BRANCA
6 meses 24 dias atrás

PARABÉNS PELO SUCESSO, DESEJO QUE ATINJAM O MELHOR POSSÍVEL, POIS ESTÃO PROVANDO QUE SÃO VERDADEIROS TRABALHADORES, UM GRANDE EXEMPLO PARA QUEM SÓ FICA SE VITIMIZANDO E SE ESCONDENDO DO TRABALHO( ELEITORES DO NOVE DEDOS)

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