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Curitiba

Rede de lojas incentiva troca de bijuterias entre clientes

Giselle Ulbrich
Escrito por Giselle Ulbrich

Qual mulher não gosta de ter muitos pares de sapato, bolsas, acessórios e bijuterias, para conseguir combinar com as roupas e estar sempre elegante? Mas e quando aquilo tudo fica fora de moda ou a mulher enjoa de usar? Ou então compra e se arrepende, porque não era bem o seu estilo? O que fazer? Deixar esquecido na gaveta esperando aquela moda voltar? Jogar fora? Doar? Pensando nessa questão de sustentabilidade, uma empresária de Curitiba decidiu abrir uma estante em sua loja, que serve como troca-troca de bijuterias. A cliente deixa uma que não quer mais e leva outra, deixada por outra cliente.

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‘Toda peça tem um ciclo de vida útil e, às vezes, é subaproveitada e acaba descartada ainda com pouco uso. Mas um brinco ou colar que uma pessoa cansou de usar pode incrementar o visual de outra‘, ressalta Desiree Sbalqueiro, dona da loja Maria Chica Bijuterias e Acessórios, que teve a ideia. Ela conta que a intenção foi estimular o reaproveitamento das peças e difundir o conceito de moda sustentável e consciente, já que aquele material ‘esquecido‘ na gaveta é mais um resíduo gerado no planeta.

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No expositor, batizado de ‘Reuse‘, há diversos itens deixados pelas clientes, como pulseiras, colares, anéis, brincos, gargantilhas, entre outros. Qualquer pessoa pode participar da ação, basta apenas levar um acessório e escolher outro. Apesar da Maria Chica ser uma rede com 10 lojas em Curitiba e cidades da região metropolitana, o Armário Reuse está disponível somente na loja do bairro Bacacheri, em Curitiba (Avenida Erasto Gaertner, 404).

As vendedoras da loja acreditam que pelo menos 100 peças já foram trocadas no Armário Reuse, que estará disponível somente neste mês de setembro, que é aniversário de 11 anos da rede. ‘As clientes adoraram a ideia, não só porque nunca viram uma iniciativa como essa em Curitiba, mas também porque é uma ótima ideia ter um acessório ’novo’ sem custo e contribuindo com a sustentabilidade‘, comentou uma das vendedoras.

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Basta deixar na estante aquela bijuteria que não quer mais e pegar outra, deixada por outra cliente. O objetivo é conscientizar sobre sustentabilidade e diminuir a geração de resíduos. Foto: Rodrigo Cunha/Tribuna do Paraná

A troco de que?

Desiree explica que a iniciativa vai muito além do lucro, já que a loja não ganha ‘nada‘ com o troca-troca. ‘O lucro é uma consequência dos valores do seu negócio. Estamos difundindo os nossos, e um deles é a sustentabilidade, cuidar do planeta. Nós nos preocupamos com os resíduos gerados. Muita gente fala em brechó, em vender suas peças e comprar outras. Mas porque não simplesmente trocar? É um caminho também‘, explica a empresária.

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Além do Armário Reuse, a loja também está promovendo algumas oficinas de customização de bijuterias, ensinando a pegar peças que a pessoa já tem em casa para dar uma ‘cara diferente‘ ou reaproveitar de outra forma.
‘Às vezes você tem um brinco muito grande, que pesa demais na orelha. Dá pra diminuir. Às vezes caem pedrinhas do brinco, dá pra arrumar ou fazer algo diferente. Um anel que você está enjoada pode o detalhe de uma sapatilha. Um colar pode virar pulseira. Aquele brinco que perdeu o par pode virar um broche, um pingente ou o enfeite de um chapéu de praia. Dá pra fazer tanta coisa. O importante é reaproveitar, dar novo sentido, gerar menos resíduo na natureza‘, exemplifica Desiree.

Reciclar, reutilizar ou reaproveitar?

Curitiba ficou muito conhecida na década de 1990 pela propaganda da família Folha, que pregava a reciclagem do lixo. Mas entre as prioridades da gestão dos resíduos (lixo), reciclar deve ser a última possibilidade. Antes disso, deve-se pensar, primeiramente, em não gerar lixo. Mas se o resíduo foi gerado, deve-se reutilizar quantas vezes for possível aquele material. Se não for possível, deve-se reaproveita-lo de outra forma. Jogar no lixo reciclável, só se as outras possibilidades anteriores forem esgotadas. E peças muito pequenas, como as bijuterias, correm o risco de ‘se perderem‘ no meio de outros lixos e acabam poluindo o meio ambiente.

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Bijuterias possuem muitos materiais em aço e acrílico, que são recicláveis. Mas a Maria Chica possui uma oficina, onde bijuterias usadas são recebidas e analisadas. Primeiro, verifica-se a possibilidade de consertá-las, para que voltem ao uso (reutilizar). Caso não seja possível, elas ganham nova vida junto com outros acessórios (reaproveitar). Tudo para evitar que sejam jogados no lixo (reciclar).

Sobre o autor

Giselle Ulbrich

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