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Curitiba

Órfãos na Colômbia, tio tenta trazer sete sobrinhos pra Curitiba

O físico e engenheiro de software colombiano Arley Humberto Rueda Rincón, 40 anos, que mora há 9 anos em Curitiba, quase sempre levou uma vida planejada. Mas da noite para o dia, sua vida virou de ponta cabeça e ele, que só tinha um filho, se viu “pai” de mais 10 crianças. Sua irmã mais velha, que tem 10 filhos, morreu num acidente de trânsito mês passado na Colômbia.

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Com isto, o engenheiro precisará trazer ao menos sete sobrinhos ao Brasil, já que o pai das crianças morreu há dois anos e o ele é o único parente próximo habilitado a cuidar dos pequenos. Arley vai precisar de pelo menos R$ 40 mil para conseguir busca-los, dinheiro que ele não tem. E precisa ser urgente, já que ele tem no máximo até a metade de setembro para dar entrada no processo de adoção lá na justiça colombiana.

Arley conta que veio morar em Curitiba por acaso. Ele servia o exército colombiano e, quando deu baixa, decidiu fazer uma viagem de férias pela América Latina. Quando voltava da Argentina, ele passou mal dentro do ônibus e precisou desembarcar em Curitiba. Se apaixonou pela cidade e ficou de vez. Ele já era formado pela Escola de Cadetes da Colômbia em engenharia de software e ainda estudou física pela Universidade Federal do Paraná depois que se mudou para cá. Casou-se e, de forma muito planejada, teve um filho, hoje com 4 anos. “Sempre perguntei pras minhas irmãs. Por quê tanto filho? Eu fiz um só e foi super planejado”, diz Arley, já que a irmã mais velha tinha 10 filhos e a mais nova já tem sete.

Acidente

No dia 18 de julho, o engenheiro recebeu uma notícia muito triste. A irmã mais velha, a auxiliar de serviços gerais Sandra Elizabeth Rueda Rincón, 44 anos, morreu num acidente de moto na cidade de Bucaramanga, na Colômbia. Ela era a garupa da moto, conduzida por um amigo, Jhon Jairo Duarte, que a levava para casa e também morreu. Jhon teria furado o sinal vermelho e foi colhido por um ônibus, que vinha em alta velocidade.

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Sandra era mãe de 10 filhos. Seu marido tinha falecido há dois anos e as crianças ficaram órfãs. Atualmente, conta o engenheiro, elas estão sendo cuidadas pela irmã mais velha, de 21 anos, que precisou deixar de trabalhar para tomar conta dos irmãos. Então Arley pegou todas as economias que tinha – não era muito para pagar o sepultamento da irmã e sustentar os sobrinhos, enquanto a situação não se resolve. As crianças menores ficaram muito abaladas com o acidente e não conseguiam nem voltar para onde moravam, de tristeza e saudades da mãe.

Então Arley alugou outro imóvel para eles. Alguns não querem mais sequer ir à escola e um deles emudeceu, fala muitíssimo pouco. Um dos meninos, de 10 anos, é muito religioso e passa bastante tempo rezando.

Dos 10 filhos de Sandra, ele pensa inicialmente em trazer sete a Curitiba, que são os menores de 18 anos. Os mais velhos são Jasmin, 21 anos, Javier, 19 anos, que acabou de sair do exército, e Ivan, 17 anos, que logo completará 18 anos e irá engajar no exército. Os três devem ficar por enquanto na Colômbia. Já os menores têm entre 3 e 15 anos e são eles que Arley batalha para trazer ao Brasil. “Ainda são crianças. Os menores estão sofrendo muito. Eles precisam de mim e vou cuidar deles. São minha família”, diz o engenheiro, que ainda não conhece o sobrinho mais novo pessoalmente.

Arley tem outra irmã, mais nova que ele, mas que mora na cidade de Boyacá, a nove horas de viagem de Bucaramanga, onde estão os órfãos. Além disto, ela já tem sete filhos e não tem condições físicas e financeiras de cuidar de mais 10 sobrinhos. Desta forma, Arley é o único parente próximo habilitado a ficar com as crianças.

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Altos custos

Para trazer os sobrinhos ao Brasil, o engenheiro colombiano Arley Rincón terá que custear nove passagens aéreas (uma para ir a Colômbia e oito para voltar ao Brasil). Nisso, já se vão R$ 21 mil. Sem contar diversos outros gastos, como a papelada que precisará providenciar para dar entrada no processo de adoção na Colômbia, traduções juramentadas de documentos, autorizações para entrar com as crianças no Brasil, transporte e alimentação enquanto estiver na Colômbia, entre vários outros gastos. Todo o seu último salário foi para alimentar os sobrinhos e ele está “zerado”.

Os colegas de trabalho de Arley, que é analista de sistema na Madeira Madeira, uma loja online de produtos para casa, chegaram a fazer uma ação entre amigos para juntar dinheiro. Mas viram que o colombiano precisará de muito mais. Então ele abriu uma Vakinha virtual, com objetivo de juntar R$ 31 mil. Mas ele já viu que vai precisar de mais. Por isso, toda ajuda a Arley é muito bem vinda. Isso que ele não está nem pensando ainda em como será quando as crianças estiverem aqui.

“Eu vou acomodá-los inicialmente no meu apartamento, colocar beliches, até conseguir alugar uma casa maior. Depois que eles chegarem, vou ter que ver escola, adaptação ao idioma, alguém de confiança para cuidar deles enquanto trabalho. Terei que ter o suficiente para dar de comer a todos. Nossa, é tanta coisa. Já pensou se um me diz ‘Pai, eu tenho fome’ e você não ter dinheiro para alimentá-los? Fico com medo. Mas aí eu penso: tem tantas famílias numerosas e elas conseguem dar conta de tantos filhos, por quê eu não conseguiria? Mas melhor eu não pensar muito nisso agora. Melhor eu resolver um passo de cada vez”, diz Arley, que anda muito confuso, ansioso, nervoso, sem conseguir dormir e tendo que lidar com uma situação da qual nunca imaginou e sozinho, já que está separado da esposa e não tem nenhum parente aqui. Preocupado com o psicológico das crianças, todos os dias ele liga aos sobrinhos para saber como estão, dar apoio psicológico e mostrar que eles não estão sós, sem um tutor.

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Doações urgente!

Conforme as regras da justiça colombiana, Arley só tem dois meses para entrar com o processo de adoção das crianças. Se passar disto, a partir da data de morte de sua irmã o que acontecerá na metade de setembro as crianças serão mandadas para abrigos (e bem provável não ficarão todas juntas). Aí será bem mais complicado trazê-las ao Brasil, visto que a justiça colombiana só deverá liberar as crianças quando o processo de adoção for concluído, o que pode durar alguns anos. “Aí não sei como ficarão”, diz ele, agoniado. Por isto, a viagem de Arley à Colômbia tem que sair urgente e ele precisa das doações o quanto antes possível.

Como ajudar?

Através da Vakinha Virtual “Ajude a trazer meus sobrinhos”*

O número de identificação da Vakinha é: 654256

*Arley preferiu não divulgar o número de sua conta bancária para evitar que pessoas de má fé realizem fraudes em seu nome. Por isto, está concentrando as doações na Vakinha, que aceita pagamentos em boleto ou cartão de débito. Não há nenhuma outra campanha (Facebook, eventos, rifas, etc.) além desta.

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Sobre o autor

Giselle Ulbrich

Giselle Ulbrich

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5 Comentários em "Órfãos na Colômbia, tio tenta trazer sete sobrinhos pra Curitiba"


Daniel Campos Pereira
Daniel Campos Pereira
15 dias 9 horas atrás

Bom para ele pois, assim, ele exerce a solidariedade e torna-se um ser humano ainda melhor… tomara que ele tenha êxito nesta empreitada porque, se depender da torcida de alguns aqui, vai ficar difícil!

Carlos Gomes
Carlos Gomes
15 dias 7 horas atrás

Pior que só torcida não resolve, negócio é ajudar com $$$ na vaquinha

Carlos Gomes
Carlos Gomes
15 dias 14 horas atrás

Caramba lá pessoal tem uma tonelada de filhos (e pelo que parece é padrão mortadela, sem condições nenhuma e vão tendo filhos), ideal é ele voltar às origens e morar lá com as crianças

Daniel Campos Pereira
Daniel Campos Pereira
15 dias 9 horas atrás

Mas se ele tem uma vida aqui, já estabelecido com mulher e filho, qual o sentido de “voltar às origens”? Parece-me um pensamento nada solidário e muito pouco acrescentador…

Carlos Gomes
Carlos Gomes
15 dias 7 horas atrás

Querido Daniel, usei um pouco de sarcasmo no comentário, pois se trata daqueles países que quem não mora lá diz maravilhas, mas ninguém quer viver lá “capiche” (nem quem nasceu lá)
Nessas horas não aparece direitos humanos ou ongs como aparece quando é pra defender bandido, se houvesse justiça, esses órgãos (de qq um dos 2 países) fariam intervenção e ele nem precisaria gastar nada.

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