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Curitiba

Grávidos de quíntuplos recebem doações dos leitores da Tribuna

A nossa equipe não conseguiu nem contar a quantidade de fraldas e roupinhas de bebê que chegaram aqui na redação da Tribuna. Muito menos a quantidade de agradecimentos que o casal Anieli Kurtel, 24 anos, e Luís Fernando Araújo, 33, mandou para vocês, leitores. Grávidos de quíntuplos, eles receberam na tarde da última quarta-feira (28) as doações encaminhadas a eles.

Anieli e Luís Fernando planejaram a gestação, pois queriam dar um irmão ou irmã a Davi, filho de Anieli. Apesar de existir gêmeos na família dela, e eles sabiam da possibilidade de vir uma gestação múltipla, o que não esperavam é que viessem cinco bebês. E conforme Anieli, os cinco estão muito bem, saudáveis, todos já estão com mais de um quilo. “Entre bebês, placenta e líquidos, estou com oito quilos a mais”, diz a gestante de 28 semanas. Uma das crianças até ganhou apelido de “Toddynho”, porque é o mais gordinho de todos, com 1,2 quilo.

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Entrega

Anieli e Luís agradeceram aos leitores pelo carinho e solidariedade, e sabem que ainda vão precisar de muita ajuda. “A gente calcula que vai precisar mais ou menos 1.200 fraldas por mês. Quando a gente começa a pensar … bate desespero. Mas faz parte. Se Deus quis assim, é porque sabe que a gente vai dar conta do recado”, diz Luís.

Anieli disse que até esperava que viessem várias doações, mas o que a deixou impressionada é o amor que recebeu dos curitibanos e campo-larguenses. No auge de sua simplicidade, e precisando de tantas coisas materiais (fraldas, lenços umedecidos e leite, principalmente), Anieli pediu algo inusitado: “Cada pacote de fralda que a gente ganha é uma emoção enorme. Mas também recebemos muitas mensagens lindas. Deus colocou vários anjos em nossas vidas. Mas o que a gente sempre pede a todos é que façam orações, nos mandem energias boas, vibrações positivas, pois para nós isso é o principal”, diz a gestante, que apesar da ansiedade e das dores, ela está feliz e “calma”.

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Anieli e Luís Fernando planejaram dar um irmão ou irmã a Davi, mas não esperavam que viessem cinco bebês. Foto: Rodrigo Cunha/Tribuna do Paraná
Anieli e Luís Fernando planejaram dar um irmão ou irmã a Davi, mas não esperavam que viessem cinco bebês. Foto: Rodrigo Cunha/Tribuna do Paraná

“Meus médicos me dão parabéns, porque estou bem. Mas também, estou sendo cuidada por uma equipe muito boa (do Hospital Nossa Senhora do Rocio). Eles estão fazendo um trabalho excelente, cuidando bem de mim, me passando tranquilidade. Estou bem confiante”, diz ela. O primeiro desafio de Anieli era esperar até 28 semanas, quando os pulmões dos bebês terminam de se desenvolver. Passando isto, estão “liberados” para nascer.

Por óbvio, os quíntuplos irão nascer prematuros. Ficarão na UTI até terminarem de se desenvolver e ganhar alta. Mas guerreira, Anieli ainda pretende segurar a gestação até onde conseguir, por pelo menos mais duas semanas, pois ela sabe que a cada dia na barriga, são três dias a menos na UTI.

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Povo fala demais

Anieli e Luís só lamentam que, apesar de todo o carinho, há também quem fale muitas maldades. “O Luís é que lê os comentários todos (no Instagram da família, o @quíntuplosdoparaná). Alguns o deixam chateado. Eu procuro nem ler, porque estou tentando me manter neutra, me concentrar nos bebês. Eu falo pra ele ignorar, porque a gente sabe o que é verdade e o que é mentira”, diz Anieli.

Um dos comentários feitos e que muito chateou o casal foi de que eles teriam comprado e mobiliado uma casa em Campo Largo com dinheiro doado (antes estavam hospedados numa pousada, paga pela prefeitura de Chopinzinho). “Não é verdade. Quem nos facilitou o aluguel desta casa aqui foi uma empresária aqui de Campo Largo. E a prefeitura de Chopinzinho que paga, R$ 2 mil mensais. Mas como precisava de toda uma documentação, fiador, etc, essa empresária se disponibilizou a emprestar seu nome para isto. E como ela já era conhecida da imobiliária, a Clarins, ficou mais fácil desenrolar a documentação e fazer um contrato sem multa, já que não vamos ficar muito tempo”, contou Luís, mostrando ainda que apesar do sobrado ser semi mobiliado, a empresária e a imobiliária compraram ou emprestaram diversos outros móveis e objetos para que a família pudesse morar com conforto e tranquilidade esse tempo.

Vakinha

Quem quiser continuar ajudando o casal, eles vão precisar de dinheiro para a compra de mais fraldas, lenços umedecidos e leite, quando as crianças nascerem. Clique aqui e acesse a Vakinha online que o casal abriu.

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Giselle Ulbrich

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