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Curitiba

Gangue do hidrante não perdoa e deixa prejuízo por todo o Centro

Roubos de hidrantes na Dr. Muricy, no Centro de Curitiba, causa transtorno para moradores e comerciantes. Foto: Felipe Rosa/Tribuna do Paraná
Alex Silveira
Escrito por Alex Silveira

O furto do registro de recalque usado pelos Bombeiros em caso de incêndio tem sido um transtorno para os administradores de edifícios no Centro, em Curitiba. Os chamados hidrantes usam peças de bronze e ficam na calçada, para uso de água em caso de emergência, e essas peças atraem ladrões por causa do comércio clandestino ou para trocas em pontos de tráfico de drogas. Nesta semana, pelo menos dois prédios comerciais tiveram prejuízos com os furtos. Em um deles, o Edifício Augusta, na Alameda Dr. Muricy, o rombo nas contas do condomínio ficou em torno de R$ 6 mil, entre peças e custo com o desperdício de água.

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O contador Carlos Roberto Rodrigues, 74 anos, é síndico do Augusta há 25 anos. O edifício foi furtado no último domingo à noite, por volta das 23h40. Rodrigues diz que os furtos ocorrem de tempos em tempos na região central. “É sempre o mesmo modo de agir. Eles chegam, olham se o hidrante é de bronze ou de latão, e avisam os outros do grupo se a peça é de valor. Usando ferramentas, eles vêm e retiram as peças”, conta ele.

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Todo o momento do furto foi registrado pelas câmeras de segurança do condomínio. Nas imagens, é possível visualizar o motoqueiro se aproximando do local do hidrante, que fica sob uma tampa de ferro, próxima da porta de entrada do prédio. Depois, os outros suspeitos começam a trabalhar na retirada das peças do registro de recalque. A cena faz parecer que são técnicos trabalhando em algum reparo. Por isso, segundo o síndico, as pessoas não percebem que um furto está em andamento. “Chegam na maior cara de pau. De moto e capacete, ninguém vai reconhecer”, diz o síndico. O Augusta é um prédio comercial de 20 andares, mais sobrelojas e seis lojas térreas. “Todos ficaram um dia sem água, até que contornássemos parcialmente o problema”, reclamou.

Somente ontem veio a solução definitiva para a falta de água, com a instalação de peças novas no registro de recalque. “Há mais ou menos oito meses, o relógio da água também foi furtado. Nesse caso, o prejuízo foi menor porque a Sanepar faz uma média de consumo na hora de cobrar a conta”, disse Rodrigues.

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A administração do Augusta calcula que tenham sido desperdiçados 73 mil litros de água, desde o furto no domingo até a chegada de uma funcionária na manhã de segunda-feira. “É praticamente um terço do que nós gastamos no mês. Tudo isso, por causa do furto, foi desperdiçado em um dia. Quando a servente chegou aqui, pela manhã, estava um caos. São R$ 6 mil de prejuízo, contando com o novo equipamento”, reclamou o síndico.

Troca por drogas

Foto: Felipe Rosa/Tribuna do Paraná

Foto: Felipe Rosa/Tribuna do Paraná

O Edifício Tibagi, na Rua Marechal Deodoro, passou pelo mesmo problema de furto na madrugada da última quarta-feira. Suspeitos também chegaram de moto e capacete. “O porteiro notou as batidas lá fora e verificou que o hidrante tinha sido furtado. Como vimos rápido, não tivemos muito custo financeiro, mas o serviço do hidrante não fica disponível para o uso da água em um caso de emergência. Isso compromete a nossa segurança e ficamos preocupados. O prédio tem 12 andares e uma grande circulação de pessoas”, disse o cartorário Erik Rodrigues, 34 anos, síndico do condomínio. “Por enquanto, sem contar com o vazamento de água, gastamos R$ 700 com a troca dos equipamentos”, relatou.

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O empresário Paulo Zambrano, 40 anos, dono da Zambra Prev, empresa de materiais de prevenção de incêndio, conta que é comum esse tipo de furto para derretimento de peças ou trocas em pontos de drogas. “Pelo que escutamos por aí, é o que geralmente eles fazem. Infelizmente, há esse tipo de mercado”, aponta o empresário. Segundo Zambrano, a instalação desses equipamentos é feita utilizando peças que podem ser de bronze ou latão. “Vai depender da tubulação que passa entre o prédio e a calçada. Se for de cobre, usa peças de bronze por padrão. Se for de ferro, usa o latão como material. O que eles roubam é o disco de registro de gaveta bruto, a curva macho e fêmea e o adaptador de rosca onze fios. Eles podem ser de bronze”. Ainda de acordo com o empresário, o custo da instalação desses equipamentos varia entre R$ 600 e R$ 800.

A Polícia Militar foi questionada sobre as ações tomadas para combater o furto de registros de recalque no Centro. Também se há incidência desse tipo de crime em outros bairros de Curitiba. Em nota enviada à reportagem como resposta aos questionamentos feitos, a PM informou que: “A 1ª Companhia do 12º Batalhão faz o patrulhamento na região Central com viaturas e módulos móveis, em pontos-base que são determinados por conta das estatísticas de crimes. A PM está diuturnamente empenhada em prestar o melhor serviço possível à população e todas as vezes em que é acionada pelo 190 ou quando as equipes policiais são abordadas na rua, faz o atendimento. Os casos serão analisados para que ações policiais específicas possam coibir esses crimes”. O Corpo de Bombeiros também foi procurado para detalhar a utilização dos registros em situações de emergência, porém a reportagem não obteve resposta da corporação.

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Alex Silveira

Alex Silveira

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14 Comentários em "Gangue do hidrante não perdoa e deixa prejuízo por todo o Centro"


Tiago Ribas
Tiago Ribas
25 dias 2 horas atrás

Não precisa ser um investigador para chegar nos receptadores, normalmente os estabelecimento que compram estes materiais usados são os prato cheio.

Julio Cesar
Julio Cesar
30 dias 6 horas atrás

Feito placa de cemitério e fiação, só furtam porque tem quem compre.

Enio Souza
Enio Souza
30 dias 7 horas atrás

Trabalho nessa região a noite mais precisamente na Muricy , e notei que depois que instalou o batalhão da PM na praça Santos Dumont aumentou e muito o numero de nóias , ladrão , traficantes , inclusive a 100mts do batalhão tem o famoso hotelzinho poppys que fornece a droga para o centro todo , estranho isso hein !

Mário
Mário
29 dias 18 horas atrás

Denuncia 181

Enio Souza
Enio Souza
26 dias 8 horas atrás

Todo comentario vc vem com esse papinho de denuncia 181 , vc acha que ja não fiz isso varias vezes , e nunca funcionou ,acorda rapaz , não estamos na Noruega ,

Mário
Mário
25 dias 7 horas atrás

Todo tipo de justa causa precisa d duma denuncia . Acusar sem provas e coisa de falastrão . Acorda vc , falastrão . Faça uma denúncia. Gaeco está aí pra isso .

Tiago Ribas
Tiago Ribas
25 dias 2 horas atrás

Sério que precisa ligar para 181 e denunciar as bocas no centro, caraca heim, todo mundo enxerga e menos a polícia…. Muito estranho!

Mário
Mário
25 dias 2 horas atrás

Tráfico de drogas e um crime reincidente é velado , principalmente nos hotéis da área central .
Volta e meia a narcóticos faz operações em hotéis da riachuelo E no perímetro.
Quem tem provas , basta uma “delatio criminis “ no mp ou narcóticos .

Lutador Antifascista
Lutador Antifascista
30 dias 9 horas atrás

Esta situação só se resolve com uma caixa tipo cofre, com senha, que outro jeito para impedir o furto?

JOAQUIM  TEIXEIRA IRA
JOAQUIM TEIXEIRA IRA
30 dias 9 horas atrás

Nosso país está definitivamente perdido para a impunidade. Bandido tem mais direitos do que o mais trabalhador e honesto dos cidadãos. E não tem deveres. E um monte de juiz, principalmente juízas, que interpretam as leis de modo a tornar fácil a vida dos meliantes, por pena e principalmente, falta de civilidade. Estamos à deriva e não vejo solução. E a imprensa defende bandido de forma criminosa.

Kevin Mamar
Kevin Mamar
30 dias 9 horas atrás

Impossível ninguém ver esse tipo de furto, ou são cúmplices ou as pessoas que presenciam temem retaliações.

Marcos Donizete Silva Junior
Marcos Donizete Silva Junior
30 dias 10 horas atrás

Se fosse só hidrante…

Na obra em que sou responsável na região do correio velho simplesmente invadiram num final de semana e levaram todos os equipamentos de valor, além de carrinho de mão.

Depois quando a gente fala em dar uma paulada na cabeça de ladrão, “nossa, coitadinho do cara”. Tá com pena, leva pra casa.

Daniel Scorsin
Daniel Scorsin
30 dias 9 horas atrás

Exatamente! E para defender, tem um monte de jacú. Mas nenhum leva para casa.

Carlos Muniz
Carlos Muniz
30 dias 11 horas atrás

É inacreditável que ninguém do prédio tenha percebido que era um roubo.

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