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Curitiba

Virose se espalha por Curitiba neste verão. Saiba como evitar!

Foto: Pixabay
Giselle Ulbrich
Escrito por Giselle Ulbrich

O pequeno Lorenzo, de dois anos e quatro meses, estava brincando alegre e normal em casa, até que de repente vomitou. A mãe pensou que ele tinha se engasgado com a tosse. Mas o menino começou a ter mais vômitos, diarreia, e não teve jeito. No primeiro dia do ano, às 7h da manhã, lá estava a recepcionista Denise Oliveira, 27 anos, no pronto atendimento do Hospital Pequeno Príncipe com o garoto.

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Lorenzo estava com uma virose, que se espalhou pela vizinhança deles. Aliás, este tipo de virose é muito comum no verão e tem se disseminado muito rápido nas últimas duas semanas, entre crianças e adultos.

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Denise conta que chegou ao hospital na dúvida se o menino tinha ficado doente por causa de algum alimento estragado, ou se era uma virose. Mas quando ela relatou ao médico que outras três crianças da vizinhança também tinham os mesmos sintomas, o diagnóstico foi o de vírus. “No dia que fui ao hospital, tinham várias outras crianças na espera, com os mesmos sintomas. A médica até falou: Ih, hoje é o dia dos vômitos”, comentou Denise.

Lorenzo ficou três dias doente. No segundo dia, já não vomitava mais e o cocô era mais sólido. Mas o menino não queria comer, de tão abatido. Denise teve que insistir muito na hidratação da criança.

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A doença que Lorenzo teve é muito característica desta época de calor e que não está afetando somente as crianças. No Hospital Nossa Senhora das Graças, que tem pronto atendimento pediátrico e adulto, por exemplo, a virose está sendo percebida também entre os adultos. E os sintomas são sempre os mesmos: dor de cabeça, diarreia, vômito e febre. O HNSG detectou um aumento de aproximadamente 183% no número de atendimentos a pacientes com estas viroses, nestes primeiros dias do ano. Do dia 1º ao dia 8, foram 70 atendimentos (51 crianças e 19 adultos), ou seja, uma média de 8,75 pacientes por dia. Já em dezembro, o atendimento a este tipo de virose foi bem mais “tranquilo”: 96 pacientes o mês todo (69 crianças e 27 adultos), ou seja, uma média de 3,09 pacientes por dia.

Cuidado redobrado

O que preocupa, explica André Luís David, médico responsável pelo pronto atendimento do HNSG, é que nas crianças os sintomas geralmente são mais agudos que nos adultos, pois elas desidratam muito mais rápido. E eles podem vir ainda acompanhados de outros sintomas do sistema respiratório, como coriza, espirros, tosse, etc. Dependendo do caso, diz ele, pode até nem ser uma virose, e sim uma simples gastroenterite, como também pode haver um quadro infeccioso mais grave, causado por uma bactéria, sendo necessário o uso de antibióticos.

Por quê no verão?

Alguns cuidados são essenciais para não propagar doenças. Foto: Lineu Filho/Tribuna do Paraná

Alguns cuidados são essenciais para não propagar doenças. Foto: Lineu Filho/Tribuna do Paraná

Para o médico, as viroses se espalham mais facilmente nesta época porque as pessoas deixam de lado certos cuidados que tomam mais frequentemente no inverno, como usar álcool gel ou lavar as mãos mais vezes, depois de espirrar ou apertar a mão de outras pessoas, andar de ônibus, etc. Na praia, inclusive, estes cuidados também devem ser observados, pois todo local com aglomeração de pessoas, mesmo que ao ar livre, viabiliza a disseminação de vírus e bactérias.

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É preciso observar melhor os locais onde serão feitas as refeições ou as comidas que são compradas à beira mar. Com o calor, os alimentos estragam mais facilmente, podem estar mal acondicionados, expostos ao sol, mal higienizados ou até vencidos, e como são comprados já manipulados, do vendedor de praia, não há como saber se foram bem conservados e limpos.

Na beira da praia, principalmente, as pessoas às vezes nem têm como lavar as mãos antes de consumir um alimento. Por isto, o médico recomenda levar junto um pequeno vidro de álcool em gel na bolsa de praia. E sempre que possível, lavar as mãos com água limpa. Também é preciso observar a higiene dos alimentos consumidos e manter-se bem hidratado.

Além dos cuidados com a higiene das mãos e dos alimentos, uso de medicação e repouso para curar a virose, não se pode descuidar da hidratação com água e sucos, além da reposição de sais minerais através da água de coco, bebidas eletrolíticas (Gatorade, Powerade, Marathon, etc.) e soro caseiro (um litro de água, com uma colher de sopa de açúcar e uma pitada de sal). E toda vez que a pessoa for ao banheiro, com diarreia, tomar um copo de água ou do soro, para repor líquidos do corpo.

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Tem que ir ao hospital?

O médico mostra que nem todos os casos precisam de atendimento médico. É preciso observar a intensidade dos sintomas. Mas no caso de diarreia, principalmente as com sangue, muco ou pus, além de febre e sinais de desidratação (tontura, fadiga, língua seca), é preciso procurar o médico.

A mesma orientação vale para pessoas que não conseguem nem parar água no estômago, pois já vomitam. É preciso ir a um hospital para tomar soro e remédios pela veia.

 

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Giselle Ulbrich

Giselle Ulbrich

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6 Comentários em "Virose se espalha por Curitiba neste verão. Saiba como evitar!"


Lutador Antifascista
Lutador Antifascista
4 meses 12 dias atrás

Virose é o nome de uma doença que nenhum médico, mesmo particulares, não sabem o que é. Dão remédios apenas para diminuir sintomas e soro para impedir a desidratação. Ninguém coleta material para pesquisar os vírus, simplesmente “cagam e andam” para o perigo da doença, pelo jeito só atinge filhos dos pobres.

MAIOR DO ESTADO
MAIOR DO ESTADO
4 meses 12 dias atrás

virose é igual gripe (que não deixa de ser uma virose pois é causada por um vírus), não se trata o vírus em si, se trata o sintoma pois o vírus é combatido pelo sistema imunológico e morre sozinho em 7 dias… Nesses casos…

alex lemarchand
alex lemarchand
4 meses 13 dias atrás

o povo em geral é porco mesmo

João Silva
João Silva
4 meses 13 dias atrás

Você quis dizer “caganeira”?

JOAQUIM  TEIXEIRA IRA
JOAQUIM TEIXEIRA IRA
4 meses 13 dias atrás
Amigas mães: Uma dica que médico e farmacêutico nenhum vai dar e pelo contrário, vai criticar. Mete Coca Cola pra dentro em boa quantidade (sem exagero). Faz o sorinho caseiro, cuida em não ministrar muita gordura, mas acredite, Coca Cola é um santo remédio nestas horas. Além de ajudar a arrotar (porque os puns ficam proibidos neste momento delicado), faz uma limpeza melhor que qualquer porcaria que os médicos receitarem. Lembre-se: Coca Cola não paga “guelta” (pesquisa no google) e logo, a indicação é sempre pelos remédios dos laboratórios que oferecem viagens e outras benesses. Depois que a água de… Leia mais »
Adri Adri
Adri Adri
4 meses 8 dias atrás

Tem pessoas que não conseguem ficar com nada no estomago, quanto mais coca e soro, em alguns caso a unica saída é ir para o hospital tomar soro pela veia. Como foi o caso da minha filha, que tomava água e voltava, sem contar que não conseguia ficar em pé. Cada caso é um caso.

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