Estudante de Medicina da UFPR que morreu tem vaquinha pros pais

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Colombo

Estudantes da UFPR fazem vaquinha pra ajudar pais de estudante de medicina que morreu

Alex Silveira
Escrito por Alex Silveira

A estudante do primeiro ano de Medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Hemely Mairi Frazão, de 17 anos, tinha o sonho de construir uma casa para os pais, em Colombo, região metropolitana de Curitiba, mas ela acabou falecendo há um mês da síndrome de Arnold-Chiari, uma má formação do sistema nervoso central. A estudante teve complicações em uma cirurgia na cabeça e não resistiu. Porém, o sonho segue de pé após os colegas de faculdade e familiares da estudante criarem uma vaquinha virtual para arrecadar fundos e ajudar na construção da casa.

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O objetivo é arrecadar R$ 30 mil por meio de uma vaquinha virtual. Até a manhã desta segunda-feira (14), a campanha solidária já havia arrecadado R$ 24,1 mil. Para colaborar, basta acessar o link da vaquinha.

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Hemely Mairi Frazão com os pais Agostinho e Mariza: orgulho da filha que seria médica. Foto: Arquivo pessoal.

Os pais da Hemely Mairi têm problemas de saúde e vivem sozinhos em uma casa de madeira com mais de 100 anos, na região de Ribeirão das Onças, zona rural de Colombo. Por isso a estudante era tão empenhada em conquistar o sonho de dar uma residência mais confortável e com acessibilidade para eles. O pai, Agostinho Frazão, 44 anos, tem problemas de visão desencadeados por glaucoma. A mãe, Mariza Frazão, 58 anos, tem dificuldade de locomoção por sequelas de uma paralisia infantil.

O dinheiro guardado pela família até então foi todo usado no tratamento de Hemely Mairi, inclusive no pagamento da cirurgia. “Ela que cuidava de tudo. A morte da filha impactou bastante na vida deles. Era uma menina especial, praticamente  a mãe deles”, disse o cunhado de Hemely, o chefe de setor Ademir Zandonardi Coelho, 34 anos.

Procedimento era simples

Coelho conta que o irmão da jovem, Higor Frazão, 21 anos, estuda História na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) com bolsa de 100%, mas mora em Curitiba. “Por facilidade de deslocamento até a faculdade, ele mora com familiares. Não tem sido fácil. Porém, agora, com as aulas online, ele está um período na casa dos pais”, explicou. 

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Cara onde os pais da estudante de medicina Hemely Mairi Frazão, que morreu há um mês, em Colombo. Foto: Arquivo pessoal

Já a jovem estudava medicina para dar condições de vida melhores aos pais. Quando a filha adoeceu, os pais conseguiram recursos para pagar a cirurgia com o corte de árvores da propriedade rural.  

O cunhado conta que a morte da estudante pegou a todos de surpresa. “Era um procedimento rápido na cabeça e todo mundo estava tranquilo. Infelizmente, o problema se agravou e a perdemos”, lamenta. Para contribuir com a construção da casa nova dos pais de Hemely Mairi é preciso acessar o link da vaquinha.

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