Nas últimas décadas, o crescimento da obesidade em crianças e jovens no Brasil é bem preocupante. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelaram que 1/3 das crianças brasileiras entre 5 a 9 anos está acima do peso. Os casos de obesidade, em 20 anos, aumentaram mais de quatro vezes nessa faixa etária, atingindo 16,6% em meninos e 11,8% nas meninas.

A obesidade infantil é uma condição que afeta a saúde e o bem-estar dos pequenos. Além dos potenciais prejuízos psicológicos (baixa autoestima, isolamento social, etc.), pode provocar dislipidemias,

hipertensão, diabetes, problemas ortopédicos e respiratórios. Crianças obesas têm grandes chances de manter a doença e suas complicações na adolescência e vida adulta. Cardiopatias e outras patologias associadas à obesidade manifestam-se mais precocemente a cada dia.

Por trás desse quadro podem existir componentes hereditários, distúrbios biológicos e comportamentais, mas a principal causa é ambiental, ou seja, o sedentarismo e a má alimentação são determinantes. A falta de exercícios (favorecida pelos avanços tecnológicos e a violência urbana) e a expansão dos alimentos industrializados na dieta têm contribuído de sobremaneira.

Diante disso, a prevenção é fundamental. A obesidade infantil é responsabilidade de todos. Família, sociedade e poder público precisam agir. Devemos investir na educação alimentar e desenvolver o gosto pela atividade física desde cedo. O ato de brincar é muito importante.

As crianças costumam reproduzir atitudes dos pais e pessoas mais próximas, então, pratique exercícios, interaja com elas e cuide daquilo que leva à mesa!

Para o diagnóstico da obesidade em crianças, assim como a avaliação detalhada e o tratamento correto, procure um médico especialista.

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