É o sonho de muito jogador de futebol encerrar a carreira no auge, com um título, por exemplo.  Se Sérgio Chapelin fosse um jogador de futebol, este seria o caso. O apresentador se despede nesta sexta-feira (27) da telinha e do Globo Repórter, atração que comandou pela primeira vez há 46 anos, para se aposentar. Sandra Annenberg, que deixou o Jornal Hoje para a entrada de Maria Júlia Coutinho, a Maju, será a nova apresentadora do Globo Repórter

+Leia também: Famosa por coberturas esportivas na Globo, Cris Dias é a nova contratada da CNN

Aos 78 anos, Chapelin, nos últimos anos, deixava semanalmente a sua residência no interior de Minas Gerais para ir gravar o programa nos estúdios da emissora no Rio de Janeiro. A voz marcante, imitada por comunicadores e programas humorísticos, também foi uma das vozes do Brasil no Jornal Nacional durante algum tempo no fim dos anos de 1980 até meados da década seguinte, quando Chapelin dividiu a bancada com Cid Moreira. Na época, o JN só tinha apresentadores homens. Ainda bem que logo a história mudou e as mulheres passaram a fazer parte do time do telejornal. 

+Leia também: Carrossel e roda gigante são atrações na programação de Natal de Curitiba em 2019

Chapelin, que iniciou sua carreira na Rádio Nacional, também comandou o Fantástico, paralelamente ao JN. Um fato curioso da carreira do apresentador: em 1983, ele deixou Globo para apresentar o Show Sem Limite, no SBT. Chapelin logo retornou à antiga casa, no ano seguinte. Os anunciantes ligados à imagem do apresentador não tinham mais entrada na Globo com a mudança para o SBT. Com menos anúncio, menos dinheiro para o projeto do Show Sem Limite. Foi um boicote global e Chapelin voltou e nunca mais saiu. Nós agradecemos. Fará falta.