Na quinta-feira passada, Michel Teló se tornou pentacampeão do The Voice ao ver Tony Gordon ter 36% dos votos do público na decisão. O cantor está desde 2015 no programa – substituindo outro sertanejo, Daniel – e em todos os anos ele foi quem faturou o programa.

Um total domínio de Teló. Antes de ele entrar no The Voice, Carlinhos Brown, Cláudia Leitte e Lulu Santos tinham sido campeões. Depois que ele entrou, a concorrência ficou ‘desleal’. É impressionante como ele sabe escolher talentos que agradem o povo, que, no final das contas, é quem define o campeão. E o mais interessante é que o sertanejo foge um pouco das suas raízes na hora de montar seu time.

Em 2015, o vencedor foi Renato Vianna, que no ano seguinte migrou para o sertanejo, mas conquistou o público com canções em inglês. Em 2016, a campeã foi Mylena Jardim, que tinha mais o estilo MPB. Ela começou no time de Cláudia Leitte e depois foi salva por Teló.

Em 2017, o sertanejo mais uma vez levou a melhor ‘roubando’ um artista do concorrente. A vencedora foi Samantha Ayara, que primeiro fez parte de Ivete Sangalo e só trocou de técnico na reta final. Ela tinha o estilo mais voltado para o rock, principalmente internacional.

Somente em 2018 é que ele foi campeão graças a um cantor do mesmo ritmo, quando Léo Pain foi o melhor, com mais de 50% dos votos. Já na última temporada, o experiente Tony Gordon, de 53 anos e com um estilo de pop, rock e R&B, também foi para Teló com o programa em andamento, após ter sido preterido por Iza na segunda fase.

Ou seja, além de ter campeões ecléticos, o cantor também sabe encontrar candidatos não aproveitados em outros times, se tornando a grande referência do The Voice. Se em 2020 vai ser assim, não se sabe, mas que Michel Teló já vai entrar no programa com seus concorrentes querendo acabar com essa sequência invencível, isso é certo.