Quem de nós não deixou uma questão importante para resolver depois que o coronavirus ficar um pouco manso, e tornar um pouco mais ameno o ambiente? 

Nessa época de peste, nossos fantasmas ficam em silêncio. E, não é por medo. É para diminuir as nossas tensões. Mas, por nascerem com o espirito de provocação psicológica, recolhem-se na casa dos seus escolhidos. E, talvez, para muitos, gera um efeito psicológico mais negativo do que o próprio vírus. 

O Athletico tem o seu fantasma e todos os conhecem: a sentença que o condenou a pagar R$ 640 milhões à Paraná Fomento pelo dinheiro emprestado para a construção da Baixada.  

Agora, com um laudo judicial da Fundação Getúlio Vargas, queria resolvê-lo na audiência do próximo dia 12 de junho no Centro de Conciliação do Tribunal de Justiça. Mas, não deve ser dessa vez. Se a audiência presencial já inibe soluções de direitos indisponíveis, como são os do Estado e do Município, torna-se pouco provável uma solução pela impessoalidade da videoconferência.

Com a Paraná Fomento, as coisas são mais flexíveis. Já não se pode dizer isso do Município de Curitiba, que insiste em recusar qualquer interpretação do contrato, que não seja a que sonegue os direitos do Furacão. E, se não bastasse, surgiram alguns fantasmas que estão deixando Greca assustado: as Kombis, a “quarteirização” das UPAS, e os R$ 200 milhões para os magnatas do transporte público.

Envelhecendo

Leio uma notícia de que o Athletico está interessado em contratar um meia de nome Evandro, que anda jogando pelo Santos. Fui ver, é o mesmo Evandro que andou por aqui, rodou o mundo do futebol marginal, e está com 33 anos. Com Jonathan (34), Thiago Heleno (34), Lucho Gonzalez (40), Adriano (33), Walter (30) e Evandro (33), o Furacão está envelhecendo.

A questão não está na contratação de veteranos, mas no motivo: a geração de jogadores da base é de qualidade duvidosa. Se for, é absolutamente normal, pois gerações de grandes jogadores são cíclicas. Uma fornada de Bruno Guimarães, Lodi e Léo Pereira não sai todo o ano.