O mundo não acabou. E, há mais: não obstante os vírus que hoje rondam a aldeia global, ainda tem Atletiba. Devoto desse irrenunciável bem imaterial de Curitiba, não há como ignorá-lo. Nem pelo fato de ser por um insignificante campeonato, com a grife de Hélio Cury, como é o Paranaense, o pior estadual do Brasil. Tampouco, porque o Athletico o subestima com um time que, na pratica, ilude o seu próprio futuro.

O jogo decide quem terá o legado das vantagens do regulamento nas fases eliminatórias. Torna-se razoável o objetivo de competição, na medida em que a tendência indica que Athletico e Coritiba irão decidir o campeonato. Como o fator Baixada decidiu o atual bi rubro-negro, é previsível que o fator casa volte a ser decisivo, mais ainda tratando-se de Atletiba. 

Não adoto a teoria quase unânime de que o Coritiba, por jogar no Couto e contra um Furacão juvenil, tem maior responsabilidade de vitória nesse Atletiba. Se a tese tivesse limite nos fatores mando e torcida, talvez, fosse coerente. Mas, o fato do Athletico jogar sem o seu time principal, não deve ser considerado nem antes, nem durante e nem depois do jogo. Foi uma escolha que fez, com a qual tem que conviver, e por ela deve carregar as consequências do sucesso ou do fracasso. 

Se há uma responsabilidade maior dos coxas, não é no Atletiba em si, mas é em razão da desconfiança em si próprio. Eliminado da Copa do Brasil, pelo Manaus, um time semiprofissional, está indo aos trancos nesse Estadual. Um fracasso no Atletiba será o reforço definitivo para projetar-se publicamente essa desconfiança, que já existe no trabalho do treinador Barroca, embora seja vítima de Rodrigo Pastana que está para Samir Namur, como Paulo André está para Petráglia, “uma paixão obsessiva”.

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Coisas do Paraná

Os paranistas estão nas ruas fazendo campanha para as próximas eleições do clube. Seria um fato simpático por mostrar o interesse no futuro do clube, se não fosse um detalhe: a proposta central é a revitalização da Vila Capanema com um investimento superior a R$40 milhões. 

Como diria a querida Lita, a melhor podóloga de Curitiba, com a sua literatura e o seu sotaque nordestinos: “O Paraná não tem um pau para dar num jegue, e quer gastar R$40 milhões no estádio”.

O que o Paraná precisa é de um projeto sério de saneamento de suas dívidas, liderado e executado por alguém bem-sucedido na vida pessoal, para não precisar se associar aos interesses da arquibancada. 

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