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Vizinhos avisaram

Viaturas estavam atendendo outras ocorrências enquanto mulher era morta, diz PM

  • Por Gazeta Do Povo

A Polícia Militar (PM) justificou a demora para atender aos chamados dos vizinhos de Daniela Eduarda Alves, 23 anos, assassinada pelo marido, Emerson Bezerra, 25 anos, dizendo que as três viaturas que atendem Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba, não estavam disponíveis quando foi acionada. O governador Ratinho Jr (PSD) considerou o atendimento da PM como “uma falha grave”. “Não tem desculpa para isso”, declarou o governador nesta sexta-feira (15).

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Vizinhos de Daniela acionaram a PM oito vezes antes de ela ser esfaqueada pelo marido na madrugada do dia 14 de janeiro. A primeira ligação foi à 1h da madrugada. À 1h40 ela morreu, conforme o atestado de óbito, ou seja, 40 minutos depois da primeira chamada na Central 190. Entretanto, a viatura só atendeu a ocorrência às 2h20, quando o padrasto de Emerson ligou avisando do assassinato e dizendo que o enteado estava na sua casa todo ensanguentado.

“No momento em que houve a chamada, as três viaturas do município estavam atendendo outras ocorrências que também estavam dentro da tábua de prioridades. Duas ocorrências de vias de fato e uma de violação de domicílio”, disse o tenente-coronel Manoel Jorge dos Santos Neto, chefe da comunicação da PM em entrevista ao jornal Meio-Dia Praná, da RPCTV, nesta sexta-feira (15). O atraso na chegada do socorro foi revelado quinta-feira (14), também em reportagem da RPCTV.

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De acordo com o oficial, todas as ocorrências em que há risco de vida são prioritárias para a PM. Porém as viaturas disponíveis já estavam atendendo outras ocorrências, segundo o tenente-coronel. “Neste caso, tínhamos quatro ocorrências consideradas prioritárias para atender também. A fatalidade foi que, infelizmente, neste caso especifico, os chamados da Daniela vieram após outros chamados”, declarou.

Na entrevista à RPCTV, o chefe da comunicação da Polícia Militar também tentou argumentar que a ocorrência que levou à morte da mulher tratava-se de uma questão de atendimento familiar. “Era uma briga de casal, uma questão de atendimento familiar”, disse. Entretanto, quando questionado pelo apresentador Fernando Parracho se brigas familiares teriam menor potencial, Neto reconheceu que cada vez mais esse tipo de ocorrência tem levado a situações graves, com vidas principalmente de mulheres em risco. Questões ligadas a brigas de casais normalmente são tratadas como prioridade porque o desdobramento tem sido, ao longo dos anos, pernicioso e que atenta contra a vida, normalmente contra a vida da mulher”, afirmou.

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Ele garantiu ainda que a situação está sendo apurada pelo comando da corporação para que o serviço de atendimento da Central 190 possa ser aprimorado. O oficial declarou ainda que algumas mudanças já foram implantadas, como a caracterização como prioridade de ocorrências reportadas diversas vezes à PM e daquelas que envolvem pessoas já ligadas a outros delitos ou citadas em outros boletins de ocorrência.

Emerson Bezerra está preso desde o dia 14, acusado de feminicídio, assassinato por motivo torpe e meio cruel. A defesa dele afirma que ele é réu confesso, mas que o caso não se trata de feminicídio – o que será provado ao longo do processo.

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Falha de estrutura

O governador Ratinho Jr (PSD) admitiu que a morte de Daniela foi resultado de uma falta de estrutura. “O problema não é só o atendimento da PM. A PM atende e em muitos casos as viaturas estão trabalhando. Temos um problema de estrutura. Assumimos o governo com 40% da frota na oficina, ou seja, cinco policiais por frota que deixam de estar trabalhando nas ruas”, disse.

Apesar do reconhecimento da falha de estrutura, Ratinho Jr cobrou uma sindicância interna para apurar o atendimento da Polícia Militar na ocorrência. O secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária, Luiz Felipe Carbonell, disse também que a situação está sendo estudada, mas que é preciso considerar que os protocolos de atendimento devem ser seguidos.

“Não sabemos o que vai acontece no final de um atendimento, por isso o protocolo faz com que a viatura fique até o final para termos certeza de que não estamos trocando uma vida pela vida de outra pessoa”, avaliou o secretário.

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47 Comentários em "Viaturas estavam atendendo outras ocorrências enquanto mulher era morta, diz PM"


Marcelo  De Souza
Marcelo De Souza
1 mês 3 dias atrás

Uma vez eu estava em uma zona e deu b.o. por lá a dona chamou a PM e os caras chegaram lá em menos de 3 minutos, basta estado colocar GPS em todas viaturas e controlar movimento delas que resolve esses. “atrasos” pra atender as ocorrências!

Carlos Roberto Teixeira
Carlos Roberto Teixeira
1 mês 4 dias atrás

Não tem desculpa a falha foi tremenda.

Steve Harrys Harrys
Steve Harrys Harrys
1 mês 5 dias atrás

Aqui onde moro, eles costumam ficar jogando poquer na delegacia! Ah! E quando é no fim do turno, ninguém atende o telefone… Fato já comprovado… E aí de quem reclamar! Vai preso por desacato…

Mário
Mário
1 mês 5 dias atrás

Delegacia e distrito só trabalham em horário comercial . Só ciac e especializadas

Oldboy
Oldboy
1 mês 5 dias atrás

PM não fica em Delegacia…

Steve Harrys Harrys
Steve Harrys Harrys
1 mês 5 dias atrás

Enfim… É lá onde eles ficam…

Mário
Mário
1 mês 3 dias atrás

Pm não fica em delegacia . Pm leva que foi detido para lá .

Praças não são loucos de ficarem jogando baralho . Isso da ipm .

Jonas Furlan
Jonas Furlan
1 mês 5 dias atrás

Ou estavam comendo de graça em algum estabelecimento ou estavam dentro da viarura parada, todos usando o whatsapp. Falta é comando nesta PMPR…

Da silva Werner
Da silva Werner
1 mês 5 dias atrás

Muito interessante a justificativa da p ora bolas sacanagem aqui no Santa Rita talvez seja a garagem das viaturas porque são raras as vezes que tem menos de quatro a cinco viaturas paradas não sei pra que os malacos fazendo festa só alegria tudo liberado

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