Uma das mais queridas e inesquecíveis apresentadoras da TV brasileira volta às telinhas dos lares brasileiros em julho. Hebe Camargo, a figura autêntica, espontânea e independente, que também era cantora e atriz, tem sua história contada na série Hebe, que será exibida da TV Globo, no próximo mês, em episódios semanais. A produção mostra a todo o Brasil como a menina pobre do interior ignorou os olhares tortos, de quem não entendia sua coragem, para estar inteira e ter o direito de ser mulher, artista, mãe, e de ter voz e ser feliz sem ter que fazer concessões. 

Carregada nas cores, contradições, sorrisos e lágrimas, que durante quase 60 anos entraram nas casas de milhões de pessoas, a loira tornou-se o símbolo da própria televisão. Encarnou mil papéis na figura glamorosa de uma pessoa só, sem nunca deixar de ser quem sempre foi: Hebe Maria Monteiro de Camargo Ravagnani.

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É a partir dessa ótica, para além da conhecida imagem diante das câmeras, que a série Hebe desvenda o lado mais humano e íntimo de uma das mais carismáticas e controversas personalidades brasileiras, mostrando o que acontecia quando as luzes se apagavam.  

“Acho muito bonito reconstruir as histórias de uma pessoa inteira, com tudo o que ela enfrentou e as marcas que ela tem. Tem gente que se encolhe a cada vez que apanha da vida e tem gente que cresce quando isso acontece. Cada tropeço que a Hebe teve deu uma força três vezes maior para ela continuar. Só que isso tem consequência, tem uma dor que esse sucesso, esse sorriso e esse brilho carregam”, pontua Carolina Kotscho, que criou e escreveu a série.

Trajetória 

Como um fluxo de memória da própria Hebe, a obra resgata de maneira não linear momentos da trajetória da artista, desde a década de 40 até os últimos anos de vida. “Trata-se da história de uma estrela da televisão contada por um ponto de vista muito pouco conhecido do público: os paralelos da vida da Hebe fora do palco, em família, entre amigos e amores”, explica o diretor artístico Maurício Farias. 

Na pele da artista, as atrizes Andrea Beltrão e Valentina Herzage marcam os períodos de 1965 a 2012 e de 1943 a 1954, respectivamente. “A série é muito rica em acontecimentos da vida dela que a gente desconhece. Isso é uma surpresa. É a história de uma mulher solar, sincera, muito errada muitas vezes, mas bem-intencionada”, detalha Andrea. “Hebe foi feita com muito carinho. Toda a equipe mergulhou profundamente na vida da apresentadora”, completa Valentina.

Hebe (Andréa Beltrão) e Hebe Jovem (Valentina Herszage). Foto: Divulgação TV Globo/Fábio Rocha

No elenco, ainda estão Marco Ricca, Gabriel Braga Nunes, Danton Mello, Ângelo Antônio, Caio Horowicz, Flávio Migliaccio, Walderéz de Barros, Sandra Corveloni, Daniel de Oliveira, Emílio de Mello, com as participações de Camila Morgado, Otávio Augusto, Cláudia Missura, Felipe Rocha, Selma Egrei, Stela Miranda e Laila Garin, entre outros artistas. 

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Original Globoplay, desenvolvida pelos Estúdios Globo, Hebe foi criada e escrita por Carolina Kotscho, com direção artística de Maurício Farias e direção de Maria Clara Abreu.


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