Quem decidiu colaborar com as autoridades sanitárias e segue com o isolamento social certamente se vê contando os dias para que uma nova vacina possa fazer com que todos voltem a ter a vida normal de antes, com encontro entre amigos, visita aos avós, aquele abraço apertado. Desde março em casa, fica difícil não sentir aquela vontade de poder passear, fazer uma caminhada, aproveitar o ar fora de casa. Mas, diante da alta de casos de coronavírus, é possível curtir atividades ao ar livre e com segurança? Especialistas confirmam que sim, dá para dar uma voltinha e ainda respeitar a quarentena.

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Para o médico infectologista do laboratório Frischmann, David Urbaez, dá sim para aliviar a tensão do isolamento social com atividades ao ar livre. “Dar uma caminhada em locais sem aglomeração, sem pessoas. Mas o que eu tenho recomendado para muitos é andar de carro. A gente sabe que nem todo mundo está conseguindo lidar com o isolamento e isso já aliviaria”, comenta o infectologista.

O especialista indica passeios solitários, aproveitar para fazer uma corrida ou caminhada pelo bairro em horários alternativos, como no comecinho da manhã. “Dá para ficar um tempo num espaço livre, com a natureza, isso pode, mas de olho para que não tenha muitas pessoas por perto”, salienta. O médico aproveita e faz um alerta a quem mora em prédios. “Elevador é um problema, por isso maior cuidado. Como tem muita superfície metálica, o vírus pode permanecer ali por mais tempo. O uso de máscara e higiene das mãos é fundamental”, recomenda.

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Passeios possíveis e seguros no isolamento

  • Fazer caminhadas solitárias pelo bairro, em locais sem aglomeração;
  • Andar de bicicleta, evitando locais de muita movimentação;
  • Fazer um passeio de carro pela cidade;
  • Se possível, passar o dia numa chácara ou sítio, mas sozinho ou só com quem você tem feito a quarentena.

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Na atividade física, o distanciamento é maior

Para o presidente do Comitê de Combate ao Coronavírus da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o professor de microbiologia Emanuel Maltempi, sempre tem que se pensar quando o assunto é atividades fora de casa. “É bom encontrar pessoas, mas é preciso estar atendo a distância que eu vou ficar delas. É como ir ao supermercado, eu espero a pessoa pegar o carrinho antes de ir pegar o meu. É ter essa consciência de manter sempre a distância”, comenta o docente. 

É possível sim andar, passear e continuar respeitando o isolamento social, na visão do professor Maltempi. Porém, durante uma atividade física, é necessário um distanciamento maior que 1,5 metro. “Ao correr, andar de bicicleta, fazer exercício, o corpo emite mais aerossóis. Mas é sempre possível ter alguma atividade externa. Se a pessoa for tocar em superfícies, é preciso passar álcool em gel e quando chegar em casa, lavar as mãos”, reforça.

Com o atual risco de infecção em Curitiba, Maltempi reforça que o principal é manter a distância entre as pessoas. “Se não tiver interação, o risco é mínimo”. As regras de distanciamento, lembra o docente, também deve ser aplicada entre os amigos e conhecidos. “Não é falta de educação se distanciar, é respeito com eles. Mantenha distância. Pessoas conhecidas também transmitem covid-19, portanto use máscara”, reitera.