Um reencontro entre avô e neto coloca frente a frente o universo digital e o analógico. Em ‘Meu Avô Stanislau‘, próximo telefilme a ser exibido no ‘Cine BBB’, dentro do ‘Big Brother Brasil’, e no ‘Tela Quente’ desta segunda-feira (02/02), o público vai conferir a história de Boris (Fhelipe Gomes) e de seu avô Stanislau (Ranieri Gonzalez). Os dois precisam passar um tempo juntos na fictícia Serra da Kalena, no interior de Prudentópolis, região Centro-Sul do Estado. A convivência vai criando uma parceria entre eles. A obra celebra o encontro geracional e a identidade cultural.
No cenário, araucárias centenárias e cachoeiras monumentais desenham a paisagem do interior paranaense. É para este refúgio natural que o jovem Boris, gamer em ascensão, é levado pela mãe após seu fracasso no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Enquanto para a mãe essa semana representa uma oportunidade de reconexão, para Boris é como um castigo em momento crucial – justamente quando está prestes a disputar a final de um campeonato online que poderia transformar sua carreira.
Para Stanislau, no entanto, receber o neto é quase uma bênção. Como líder comunitário e guardião das tradições ucranianas, ele está completamente envolvido nos preparativos da 1ª Grande Festa Ucraniana da Serra da Kalena, evento que promete inserir a colônia no roteiro turístico cultural da região. O que começa como obrigação transforma-se em uma jornada afetiva, onde avô e neto fortalecem laços inesperados através dos desafios compartilhados durante aquela semana.
Para o ator Fhelipe Gomes, a história do telefilme trouxe reflexões para toda uma vida. “Essa conexão que o filme mostra me ensinou muito sobre o quanto é importante o equilíbrio entre o mundo real e o mundo virtual e como precisamos aprender a valorizar mais a vida real do que a virtual, algo que muitas vezes não conseguimos fazer.” Já para Ranieri Gonzalez, que dá vida ao avô Stanislau, a mensagem da história vai além da conexão familiar. “É um filme que fala sobre tecnologia e sobre a relação com a internet, mas também fala de uma ligação e um reencontro com toda a comunidade”, ressalta.
Telefilmes regionais
A produção paranaense integra o projeto de Telefilmes Regionais, iniciativa que apresenta obras ficcionais com duração de até 50 minutos, gravadas no Distrito Federal e em sete estados brasileiros: Bahia, Espírito Santo, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. “É possível, dentro dos telefilmes, trazermos histórias de todos os lugares do Brasil. A Globo é uma empresa brasileira feita para brasileiros, então o conteúdo nacional, para a gente, é prioritário. Esses filmes nascem com muita verdade, porque desde a criação eles são feitos por criadores locais. Quem conta para a gente o filme que vai ser feito são eles na ponta, o criador local, o produtor local, com o talento local. É uma parceria. Os filmes fogem do estereótipo e conseguimos trazer uma história genuinamente regional,”, ressalta Verônica Nunes, gerente de curadoria e conteúdo da TV Globo.
