Os cartórios de Registro Civil do Paraná contabilizaram, um aumento de 15% das mortes por doenças do coração, entre os dias 16 de março e 31 de maio, o que coincide já com a pandemia do novo coronavírus no estado. A comparação foi feita com o mesmo período do ano passado. As informações fazem parte de um novo módulo do Portal da Transparência, lançado última sexta-feira (26), desenvolvido pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) e que reúne óbitos por doenças vasculares de todo o país.

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Apesar do aumento de 15%, o Paraná está entre os estados que menos apresentou aumento de mortes em decorrência de doenças do coração. O Amazonas, segundo o painel, teve alta de 94%, seguido por Pernambuco, 85% e São Paulo, com 70%. 

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Marcelo Queiroga, a reorganização dos sistemas de saúde, que desativou serviços específicos para atender necessidades urgentes de emergência ou terapia intensiva, assim como a delimitação de hospitais específicos para a covid-19 pode ter impedido pacientes a procurarem ajuda médica. “É necessário realizar campanhas públicas para conscientizar sobre a importância do cuidado cardiovascular, mesmo durante esse período desafiador”, salienta o médico cardiologista.

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Na visão do presidente da SBC, os efeitos das doenças cardiovasculares podem durar mais que a própria pandemia. “As prevenções primárias e secundárias estão sendo adiadas nesse contexto”, analisa o médico.

Causas e sinais que levam ao infarto

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o estresse, ligado a falta de atividade física e a obesidade são fatores que podem levar a problemas do coração. Outros fatores como uma alimentação inadequada, cigarro, hipertensão, colesterol alto e diabetes, podem provocar um infarto precoce.

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Mesmo durante a pandemia, é preciso ficar atento aos sintomas diferentes da clássica dor no peito. Náuseas, vômitos, dor nas costas e no pescoço, falta de ar e indigestão também podem ser sinais de infarto. A negação ou subestimação do problema pode dificultar o diagnóstico e atraso em tratamentos.


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