Com muitos curitibanos nas praias do Paraná, foram os turistas que tomaram conta do Jardim Botânico no primeiro dia de 2020. O vai-e-vem de ônibus e carros de placas dos mais diferentes locais trouxe gente do Brasil inteiro ao principal cartão postal da capital paranaense nesta quarta-feira (1.°).

O funcionário público Bruno Resende, 31 anos, morador de Macaé, no Rio de Janeiro, chegou nesta quarta a Curitiba. Depois de 8 horas de viagem de carro com a família, a primeira parada do passeio em Curitiba foi no Botânico. “Viemos direto. Falam muito daqui e a curiosidade era de chegar rapidamente. A primeira impressão é maravilhosa. A organização e a limpeza da cidade chegam a impressionar”, elogia Bruno, que vai nesta quinta-feira para Santa Catarina.

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Funcionário público Bruno Resende chegou de Macaé (RJ) e foi direto conhecer o Jardim Botânico com a família. Foto: Hedeson Alves / Tribuna do Paraná

Já a professora Inara Pereira, 33 anos, moradora de Açucena, Minas Gerais, não via a hora de visitar a estufa do parque, que ficou fechada a maior parte do ano em 2019 para reforma, frustrando diversos turistas que vieram à cidade neste período. “Conheço a estrutura por fora e quero ver a estufa. Estou gostando muito daqui e achando bem diferente os costumes”, comentou a mineira da pequena cidade com 10 mil habitantes, que retorna com as amigas para Minas dia 10 de janeiro.

O publicitário carioca Rodnei Amorim Calazans, 29 anos, até estranhou a ausência de curitibanos não só no Botânico, mas na própria cidade nesta época do ano. Mas gostou de passear na cidade bem mais tranquila. “Fiquei sabendo que os moradores estão no litoral. Fica mais tranquilo passear e estou seguindo agora para a Ópera de Arame”, disse Rodnei.

Professora Inara Pereira (de blusa verde), de Açucena (MG) foi com amigas passear no Jardim Botânico de Curitiba.; Foto: Hedeson Alves / Tribuna do Paraná

Estufa

Dentro da estufa, muitos turistas dividiam o espaço para registrar o melhor ângulo na fotografia. O espaço foi fechado para revitalização em janeiro de 2019 e reaberto ao público somente dez meses depois, no dia 7 de novembro de 2019. As obras na estufa sofreram atrasos por pelo menos duas vezes.

Quase 4 mil peças de vidro foram retiradas e a estrutura de sustentação foi reparada. Corrimões de acesso foram trocados e os pontos de ferrugem foram lixados.  Além disto, a estufa recebeu uma nova pintura e 15 quilômetros de borrachão de vedação foram substituídos por silicone.