Já imaginou ouvir “Smells Like Teen Spirit” do Nirvana ou “The Unforgiven” do Metallica tocados por uma orquestra de cordas? Se você é fã de rock e música clássica, prepare-se para uma experiência que promete unir esses dois universos aparentemente distantes, mas surpreendentemente complementares.

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A Orquestra de Câmara de Curitiba está prestes a fazer as paredes da Capela Santa Maria vibrarem com os acordes mais emblemáticos da história do rock, reinterpretados através de violinos, violas, violoncelos e contrabaixos no concerto “Rock por Arcos”. E olha, não é exagero: após lotar três apresentações consecutivas em 2023, o projeto retorna com força total nesta sexta-feira (14/11) às 20h, e sábado (15/11), às 18h30.

Sob a batuta do maestro paulista Gustavo Petri, o repertório é de fazer qualquer roqueiro de carteirinha se arrepiar: Led Zeppelin, Pink Floyd, Metallica, Nirvana e Guns N’ Roses ganham novas cores e texturas nas cordas da orquestra. É uma verdadeira viagem musical que passa pelo hard rock britânico dos anos 70, mergulha no metal sinfônico e chega até o grunge dos anos 90.

São 11 obras icônicas do rock mundial que receberam arranjos especiais de Petri, incluindo “Final Countdown” do Europe, “What I’ve Done” do Linkin Park, “Eye of the Tiger” do Survivor, “While My Guitar Gently Weeps” dos Beatles, além das já citadas pérolas do Nirvana e Metallica.

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“As cordas assumem todos os papéis, revelando a riqueza melódica e harmônica das composições. Cada peça passou por um trabalho de adaptação, respeitando a essência das obras enquanto as recria dentro da linguagem camerística”, explica o maestro. “A orquestra de cordas tem toda a força necessária para o rock, e o rock contém material belíssimo para a música de concerto.”

E não é à toa que Petri consegue transitar tão bem entre esses dois mundos. Sua formação é super versátil: pianista, compositor e regente, ele iniciou a carreira ainda jovem, dividindo-se entre a música de concerto, o teatro e o rock progressivo. Foi tecladista e compositor da banda paulista Banda de Choque. “Este concerto representa o encontro de dois universos que sempre caminharam comigo: o da música sinfônica e o do rock”, afirma.

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Hoje, Petri acumula experiências de peso no cenário musical brasileiro. É diretor artístico e regente titular da Brasil Jazz Sinfônica, mantida pela Fundação Padre Anchieta, e fundador da Orquestra Sinfônica Municipal de Santos, cargo que ocupa desde 1994. Também tem passagens por algumas das principais formações orquestrais do país, como a Osesp, Orquestra Petrobras Sinfônica e Filarmônica de Manaus.

A Orquestra de Câmara de Curitiba, que completa 40 anos de existência, nasceu de um desejo dos integrantes da Camerata Antiqua de expandir o repertório para além do período barroco. Ao longo dessas quatro décadas, o grupo se firmou como um dos principais conjuntos camerísticos do Brasil, com apresentações em festivais importantes como o Festival de Inverno de Campos do Jordão, o Festival de Música de Londrina e a Oficina de Música de Curitiba.

O conjunto já levou nossa música para o México, Dinamarca e Itália, além de ter colaborado com artistas como Egberto Gismonti, Wagner Tiso e o Zimbo Trio. É uma trajetória marcada pela versatilidade e pela abertura a novas linguagens musicais – e o “Rock por Arcos” é mais uma prova disso.

Se você ficou com vontade de conferir essa mistura explosiva, corra porque os ingressos estão quase esgotados! Podem ser adquiridos pela plataforma ZET. Vai ser uma noite para entrar para a história do rock… e da música clássica em Curitiba!