O senador Ney Suassuna (PMDB-PB) não vai mais acompanhar o depoimento do seu ex-assessor Marcelo Cardoso de Carvalho à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Sanguessugas. A pedido do deputado Júlio Redecker (PSDB-RS), o senador concordou em sair da sala onde são ouvidos assessores e ex-assessores de parlamentares que estão sendo investigados pela CPMI.

Redecker, que é um dos sub-relatores, considerou a presença do senador inadequada, pois poderia provocar constrangimentos ao depoente. "Disse para o senador que aquela era uma oitiva de testemunhas e não uma reunião para acareação. Ele aceitou, e decidiu sair", contou o deputado. Suassuna assistiu somente ao início do depoimento, tendo ouvido duas ou três respostas de seu ex-assessor.

Ajuda do TCU

Júlio Redecker também confirmou que hoje encontrou-se com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Adylson Motta, a quem solicitou ajuda para as investigações que estão sendo feitas dentro do Executivo. O alvo é o uso de emendas do Orçamento para a compra superfaturada de ambulâncias, ônibus escolares e ônibus digitais (que integram programa do Ministério da Ciência e Tecnologia).

Segundo Redecker, Motta disse que vai reunir uma força-tarefa que já atuou na CPMI dos Correios para investigar os ministérios da Ciência e Tecnologia, Educação e Saúde.

Os depoimentos estão sendo tomados reservadamente na sala 2 da Ala Senador Nilo Coelho, no Senado Federal.