Um policial militar de 30 anos foi preso suspeito de estupro. A Tribuna do Paraná apurou, com exclusividade, que três vítimas já foram identificadas pelos policiais da Delegacia da Mulher (DM), que continuam apurando o caso. Em uma das ações, o homem foi violento e abusou da vítima mais de uma vez na mesma noite, com ameaças até mesmo de morte. A prisão é temporária e o PM foi encaminhado a um quartel da corporação.

O PM foi preso na sexta-feira (20) da semana passada, depois de uma série de denúncias que foram feitas à Delegacia da Mulher. A reportagem teve acesso a um dos boletins de ocorrência, que, com riqueza de detalhes, a vítima narra tudo o que passou nas mãos do homem.

Segundo a denúncia, ele conhecia as vítimas por um aplicativo de paquera. Uma das vítimas contou que, depois de alguns dias conversando com o PM, ela passou o celular e eles se encontraram pessoalmente dias depois. Nesse primeiro encontro, não houve nenhum indicio de que o homem a estupraria, pois eles apenas conversaram dentro do carro dele.

Um tempo depois, com muita insistência, a vítima aceitou sair novamente com o policial. Logo que a mulher entrou no carro dele, um Gol prata, o homem rodou com ela por mais de 20 minutos e parou numa rua deserta, sem casas e cheia de arvores, abaixou as calças e pediu que ela fizesse sexo oral nele, mas a moça recusou e ele a ameaçou dizendo que “se ela não fizesse teria consequências”.

Ameaça de morte

Ao se sentir ameaçada, a moça acabou fazendo o que o policial militar mandava e foi aí que ele teria ainda abusado dela por outras duas vezes na mesma noite, de todas as formas possíveis. Dentro do carro, o PM foi agressivo, teria perguntado a ela se “ela sabia o que ele estava fazendo” e disse que ele estava a estuprando “e que iria abusar da moça ela não poderia fazer nada”.

Mesmo com a moça chorando muito, ele a obrigou a manter relação sexual por mais uma vez e depois a ameaçou dizendo que ela não poderia contar a ninguém, principalmente porque seus familiares estariam em risco. À vítima, o PM disse que seria fácil para ele matá-la e que, como ela tinha “sido boazinha”, a levaria para a casa.

Antes de deixar a moça em casa, o homem pegou o celular dela e apagou as mensagens do whatsapp e também o contato, mas esqueceu de limpar as chamadas recebidas, o que foi um ponto importante para que a denúncia tivesse êxito. Ao denunciar o crime, a moça passou por exames e tratamento em um hospital de Curitiba.

Outras vítimas

A Polícia Militar informou, por meio de nota, que o 20º Batalhão da PM cumpriu a determinação judicial em relação ao militar estadual. Além disso, segundo a PM, é de praxe estes tipos de casos seguirem em segredo de Justiça. A PM disse ainda que o 20º BPM continua contribuindo com a Justiça no esclarecimento dos fatos, prezando pela ampla defesa e o contraditório, mas que não compactua com desvios de conduta de seus integrantes.

A Polícia Civil confirmou que o PM foi preso de forma temporária e disse que o caso continua sendo investigado pela Delegacia da Mulher de Curitiba. O PM ainda não foi autuado, mas é investigado por estupro. Segundo a Polícia Civil, até agora três vítimas foram identificadas e denúncias podem ser feitas pelo telefone (41) 3219-8600.

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