Vendendo produtos que seriam roubados, o dono de um atacado acabou mandando a sogra para a cadeia na noite desta sexta-feira (1º). A Polícia Civil chegou ao local através de uma denúncia de um empresário que era o dono da carga de utensílios domésticos que tinha sido roubada no começo de janeiro. No local, que fica no bairro Pinheirinho, em Curitiba, os policiais encontraram quase tudo o que tinha sido levado pelos bandidos, carga avaliada em R$ 100 mil.

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Toda a situação começou no dia 5 de janeiro, quando a carga era transportada de União da Vitória (cidade que fica próximo à divisa do Paraná com Santa Catarina) até São Paulo. Durante o trajeto, que passaria pela região de Curitiba, o motorista foi abordado por bandidos em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

Armados, os homens fizeram o caminhoneiro descer e levaram o caminhão com toda a carga. Depois, o grupo de assaltantes tirou o que era transportado do caminhão e abandonou o veículo, que foi encontrado na semana passada pela polícia.

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Atacado estava com produtos sem nota fiscal e a casa caiu. Foto: Divulgação/Polícia Civil.
Atacado estava com produtos sem nota fiscal e a casa caiu. Foto: Divulgação/Polícia Civil.

Com algumas informações que recebeu, o empresário, dono da carga de utensílios domésticos, resolveu vir até Curitiba e procurar a Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas (DFRC). O homem soube, através de alguns clientes, que os objetos que mandaria para São Paulo estavam sendo vendidos num atacado da Avenida Winston Churchill, no Pinheirinho, por um preço muito abaixo do valor vendido até mesmo pela própria fábrica.

Alerta feito, os policiais da DFRC foram até o endereço e confirmaram que quase tudo o que tinha sido roubado estava no estabelecimento, já que não havia sequer nota fiscal do que era vendido pelo atacado. No local, o dono não foi encontrado e deixou a bronca toda nas costas da sogra dele, que acabou presa em flagrante e encaminhada à delegacia.

A mulher deve responder por receptação qualificada, que tem pena prevista de três a oito anos, conforme relatou o delegado Cássio Conceição. Além disso, os policiais da DFRC devem agora intimar o dono do estabelecimento para que ele, pelo menos, seja ouvido sobre a origem dos produtos que estavam em sua loja. Por enquanto, o homem não compareceu à delegacia.

Foto: Divulgação/Polícia Civil.
Foto: Divulgação/Polícia Civil.

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