Um homem foi encontrado morto dentro do armário de sua casa na Rua Emiliano Perneta, no Centro de Curitiba, na noite desta quarta-feira (3). Segundo informações do delegado da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa, Luiz Alberto Cartaxo Moura, a vítima foi encontrada após os vizinhos chamarem a polícia, já que tentaram chamar o homem em seu apartamento e não receberam resposta.

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De acordo com Cartaxo, o homem usava sua casa como uma espécie de ‘salão de beleza’, em que recebia clientes para realizar serviços de corte de cabelo e maquiagem. Testemunhas ouvidas pelo delegado contam que era comum a presença de muitas pessoas no local, e que há algum tempo a vítima também estava usando sua casa para atuar como garoto de programas. “A vítima tinha por costume trazer pessoas em seu apartamento, onde utilizava utensílios próprios para corte de cabelo e coisas do gênero. Tinha histórico homossexual e levava [para casa] para realizar programas”, conta. Ouça o áudio do delegado:

Os vizinhos relataram também que nos últimos dias era constante a presença de três pessoas na casa do homem, o que faz o delegado desconfiar que eles tenham alguma ligação com o crime. “Temos informações de que três pessoas ingressaram na casa e, já há alguns dias, estavam em relacionamento com ele. Uma mulher e dois homens”, detalhou Cartaxo.

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Homem foi encontrado morto dentro do armário de sua casa, no Centro de Curitiba. Foto: Lineu Filho/Tribuna do Paraná
Homem foi encontrado morto dentro do armário de sua casa, no Centro de Curitiba. Foto: Lineu Filho/Tribuna do Paraná

Para o delegado, apesar das circunstâncias apontarem para um possível latrocínio – roubo seguido de morte – a apuração do crime pode levar à conclusão de que foi um homicídio, e que os pertences levados da casa foram consequência do assassinato. O corpo do homem foi encontrado dentro do armário, enrolado em cobertores e com as mãos e pés amarados. “Ele foi imobilizado, se debau, houve luta e um desacerto de alguma natureza. Existem indícios de latrocínio, em virtude da subtração de objetos, mas eu ainda não estou convencido. Está mais próximo de algo envolvendo um relacionamento”, sentenciou.

A DHPP segue a cargo das investigações até que mais evidências da motivação do crime sejam descobertas pelas investigações.

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