Juliano Cândido de Jesus, de 35 anos, foi morto a tiros enquanto chegava na casa da mãe dele, na esquina das ruas Sergipe com Rio de Janeiro, no bairro Guaíra, em Curitiba. O crime aconteceu por volta das 8h desta quinta-feira (7) e a polícia recolheu do local 22 cápsulas deflagradas.

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Segundo a delegada Tathiana Guzella, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Juliano não morava no bairro, mas próximo dali. “Pela manhã ele deixou a filha na escola e veio até a casa da mãe dele, como fazia sempre, mas ao chegar acabou desviando”.

Para a polícia, Juliano desviou o caminho porque já teria reparado que estava sendo seguido ou que os atiradores o esperavam. “Ele parou a moto, desceu e saiu correndo, mas foi seguido e acabou morto poucos metros à frente da casa da mãe”, completou a delegada.

Para a polícia, Juliano desviou o caminho porque já teria reparado que estava sendo seguido ou que os atiradores o esperavam. Foto: Divulgação.
Para a polícia, Juliano desviou o caminho porque já teria reparado que estava sendo seguido ou que os atiradores o esperavam. Foto: Divulgação.

Os atiradores estavam em um carro branco que, segundo testemunhas, estaria sem placas. “Usaram duas armas, de dois calibres, pois recolhemos munições de pistolas 9 milímetros e 380. Eram pelo menos duas pessoas e claramente tinham o objetivo de executar a vítima”.

Conforme as investigações iniciais, ainda no local do crime, Juliano tinha antecedentes. “Já esteve preso por tráfico de drogas e por porte de arma de fogo de uso permitido. Chegou até a ser monitorado por tornozeleira eletrônica”, disse Tathiana Guzella, destacando que a polícia ainda não sabe a motivação do crime.

Foto: André Rodrigues/Tribuna do Paraná.
Foto: André Rodrigues/Tribuna do Paraná.

Pistas

Na Rua Sergipe, algumas câmeras de segurança podem ter registrado a ação dos atiradores e é nisso que a polícia vai trabalhar agora. “Queremos descobrir se alguma dessas câmeras registrou a ação ou se eram apenas de monitoramento”. Denúncias podem ser feitas pelo 0800-643-1121.

Tráfico intenso

Moradores do bairro, que ouviram os disparos, disseram que foram muitos. “Achei que era bombinha porque eram muitos tiros mesmo, mas quando sai na janela vi que tinha um rapaz caído”, contou uma mulher, que preferiu não se identificar.

Segundo ela, que mora na região desde 2009, a esquina onde Juliano caiu morto é justamente um ponto onde muitos usuários de drogas buscam entorpecentes. “Vemos isso sempre, as pessoas param os carros nas ruas próximas e vão a pé até ali. Geralmente gente com bom poder aquisitivo”, denunciou.

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