A Tribuna do Paraná antecipou a informação no último dia 7 de outubro, quando divulgou que a empresa WTI Administradora de Bens (Wolf Trade Club), com sede no bairro Água Verde, em Curitiba, era responsável por aplicar um golpe milionário em clientes de diversas regiões do país. Esses clientes acreditavam que, ao investir dinheiro, o valor poderia ter um rendimento de no mínimo 30% em três meses, algo bem improvável em outros investimentos.

O rombo pode chegar a R$ 30 milhões, segundo investigação da Polícia Civil. Em uma operação, na manhã desta quarta-feira (16), 17 mandados judiciais entre prisões temporárias e busca e apreensão em vários bairros de Curitiba e São José dos Pinhais foram cumpridos.

Seis pessoas foram presas na ação, entre eles dois sócios da empresa, Hugo Felix da Silva e Henrique Oldair Mendes, além de Caio Guiotto e outros suspeitos, identificados apenas pelos primeiros nomes: Jair, Antônio e Giane. Lucas de Mello Bubniak (Presidente e fundador) e os sócios Caique Marques Fontana (Diretor de Marketing), Gabriel Maximiano Picancio (Diretor de Tecnologia),  e Gabriel de Mello Graminho (Vice-Presidente e Diretor de Operações) estão foragidos.

Polícia revelou o esquema em coletiva de imprensa nesta quarta-feira. Foto: Hedeson Alves/Tribuna do Paraná.
Polícia revelou o esquema em coletiva de imprensa nesta quarta-feira. Foto: Hedeson Alves/Tribuna do Paraná.

 

Pirâmide financeira

A polícia encara a ação como uma pirâmide financeira, ou seja, quem está acima do negócio é favorecido. “Depois que eles começaram a captar recursos sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários, a CVM, seja como empresa ou pessoas físicas, o artifício de pirâmide é estabelecido. No entanto, começaram a ter dificuldades financeiras para efetuar o pagamento e aí entra o fator pirâmide, onde todos ganhar, mas não tem dinheiro para todo mundo”, explicou o delegado André Gustavo Feltes, da Delegacia de Crimes contra a Economia e Consumidor (Delcon).

Foto: Hedeson Alves/Tribuna do Paraná.
Foto: Hedeson Alves/Tribuna do Paraná.

A Polícia apreendeu, nas residências, relógios de luxo, joias, três carros importados, dois revólveres e munições. Uma das armas estavam em nome de Jair, segurança de um estabelecimento ligado à empresa. Outro revólver estava com o Antônio, sogro do fundador da Wolf Trade Club. Além disto, Giane,  a madrasta de Lucas Bubniak, também foi detida, assim como Caio Guiotto, que era responsável pela prospecção de clientes para a empresa, segundo a polícia.

“Ainda estamos em diligência e tentando localizar algum imóvel para que sirva de ressarcimento futuro destas vítimas”, ressaltou André Gustavo. A expectativa é de que clientes lesados venham a fazer novas denúncias contra à empresa, que atuava no sentido de passar a ideia de enriquecimento fácil, em um curto período de tempo.

Foto: Hedeson Alves/Tribuna do Paraná.
Três carros importador foram apreendidos pela Polícia Civil. Foto: Hedeson Alves/Tribuna do Paraná.

Mandados

As buscas foram realizadas em diversos bairros de Curitiba, entre eles Santa Quitéria, CIC, Novo Mundo, Jardim das Américas, Uberaba e Campo Comprido, bem como em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Foto: Hedeson Alves/Tribuna do Paraná.
Foto: Hedeson Alves/Tribuna do Paraná.