Por falta de quórum, a Câmara dos Deputados não conseguiu votar o texto do novo Código Florestal no início da madrugada desta quinta (12). Com isso, a votação foi adiada para a próxima semana.

Depois de um dia inteiro de negociações e do anúncio de um acordo, a sessão para votação do Código se iniciou por volta das 22h. Uma hora depois, o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza, subiu à tribuna para pedir o adiamento da votação.

Antes disso, a maioria dos líderes governistas estava orientando as bancadas a rejeitar um requerimento do PSOL que pedia a retirada da pauta do projeto do novo Código. Vaccarezza pediu então que os líderes mudassem a orientação.

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), colocou o requerimento em votação, que, por aclamação, foi rejeitado – ou seja, a sessão de votação teria continuidade.

Nesse momento, uma manobra dos governistas levou ao encerramento da sessão por falta de quórum, mesmo com o plenário cheio. Maia pediu a verificação do quórum, e 190 deputados registraram presença eletronicamente. Mas o mínimo necessário para que houvesse votação eram 257. Sem quórum, a sessão teve de ser encerrada.

“Não foi o governo que retirou [o projeto da pauta]. A maioria não queria votar. Por orientação dos líderes, a maioria dos que estavam presentes não apertou o botão para votar”, declarou Vaccarezza após o encerramento da sessão.

“Não reconheço condições neste momento de fazermos essa votação”, afirmou o líder do governo.

Vaccarezza afirmou que fez o pedido para retirada de pauta do projeto porque somente na última hora o governo tomou conhecimento do texto do destaque que a oposição iria apresentar. “O governo não tem medo. Ele quer tempo para convencer os deputados. Muitos deputados tiveram acesso ao texto agora”, afirmou.