Prevista para começar às 13h, a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma política deve ser discutida em plenário somente no final do dia. Segundo deputados ouvidos pela reportagem, a ideia é que nesta quarta-feira, 16, seja votado o texto-base da proposta, que instituiu o chamado “distritão” e o fundo público de campanha, e que as emendas para alterar o projeto fiquem para a próxima semana.

continua após a publicidade

Após a repercussão negativa, o relator da proposta, deputado Vicente Cândido (PT-SP), já afirmou que vai apresentar uma emenda para retirar do texto a parte que estabelece que o fundo será formado por 0,5% da Receita Corrente Líquida da União (RCLU) do ano anterior, o que em 2018 daria R$ 3,6 bilhões. Sem entrar em detalhes, ele afirmou que a ideia é que o valor do orçamento do fundo seja definido a cada eleição pela Comissão Mista de Orçamento (CMO).

continua após a publicidade

Outros deputados também articulam a volta do financiamento privado, proibido pelo Supremo Tribunal Federal desde 2015. Essa proposta, no entanto, depende da aprovação de um projeto que está no Senado.

continua após a publicidade

Além do fundo, outro ponto polêmico é a mudança do sistema eleitoral para o “distritão”, modelo pelo qual os candidatos mais votados são eleitos. Os defensores da alteração admitem que ainda não tem os 308 votos necessários para aprovar a proposta.

Comissões

A expectativa é avançar com os trabalhos das duas comissões que ainda debatem alterações no sistema político-eleitoral. Há reunião marcada tanto para discutir as propostas infraconstitucionais apresentadas por Vicente Cândido, como a volta da doação oculta e os limites para doações de pessoas físicas, quanto o texto relatado pela deputada Shéridan Oliveira (PSDB-RR), que trata do fim de coligações e da cláusula de desempenho.