As recentes declarações do ex-ministro Euclides Scalco, em carta ao blog do jornalista Fábio Campana, sobre denúncias de irregularidades entre contratos da prefeitura de Curitiba com uma empresa pertencente ao presidente municipal do PP, Alberto Klaus, causaram constrangimentos entre os tucanos.

Ex-coordenador da campanha do prefeito Beto Richa, além de um dos seus principais conselheiros políticos, Scalco disse que não tinha relações com Klaus. “Nem me pareço com ele e outros”, declarou em resposta a comentários feitos no blog sobre integrantes do grupo de amigos do prefeito.

O presidente estadual do PSDB, Valdir Rossoni, disse que Scalco é respeitado no partido e que se afastou, voluntariamente, das atividades partidárias nos últimos tempos.

Rossoni disse que ignora se Scalco está descontente com a composição da equipe de Beto, como se comenta nos bastidores, mas sugeriu que o tucano poderia ter evitado manifestações públicas sobre o caso do presidente do PP. “Todas as vezes que estou contrariado, que vejo necessidade de apontar falhas, falo diretamente com a pessoa.”

Para Rossoni, o episódio serviu como um alerta ao partido devido à condição eleitoral privilegiada que o prefeito ocupa no cenário político atual. Reeleito em primeiro turno,

Beto é um dos nomes do PSDB para ser candidato ao governo nas eleições do próximo ano. Para Rossoni, esta posição atrai a ira de adversários, que tentam atingir sua imagem.

“A prefeitura já esclareceu os fatos. Mas é uma alerta para que nós tenhamos cada vez mais cuidados porque hoje o Beto é alvo pela sua liderança e performance. Existem acontecimentos sobre os quais nós temos que tirar proveito. Nesse caso, temos que aperfeiçoar nossa ação na vigilância das questões administrativas”, disse.